Crise na Câmara

Conselho de Ética suspende deputados por motim na Câmara

Decisão atinge três parlamentares por quebra de decoro e ainda precisa ser confirmada pelo plenário com pelo menos 257 votos.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Atualizada em 06/05/2026 às 15h13
Conselho de Ética suspende deputados por motim na Câmara; decisão ainda será analisada pelo plenário.
Conselho de Ética suspende deputados por motim na Câmara; decisão ainda será analisada pelo plenário. (Lula Marques/Agência Brasil)

BRASIL - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por 60 dias os mandatos de três parlamentares por quebra de decoro. A medida envolve os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

A decisão, no entanto, ainda precisa ser confirmada pelo plenário da Câmara, com o apoio de pelo menos 257 deputados.

Motim motivou punição

A suspensão foi motivada pela participação dos parlamentares em um motim no plenário da Câmara, realizado em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O episódio ocorreu em agosto de 2025, quando deputados e senadores da oposição chegaram a pernoitar nas dependências do Congresso Nacional, impedindo a realização de sessões legislativas.

Como foi a votação

Após cerca de nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou os pareceres:

  • Caso de Marcos Pollon: 13 votos a favor e 4 contra
  • Casos de Marcel van Hattem e Zé Trovão: 15 votos a favor e 4 contra

Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Reações dos deputados

Os três deputados criticaram a decisão e negaram irregularidades.

Zé Trovão classificou a medida como perseguição e afirmou que repetiria a ação se necessário.

Já Marcos Pollon disse que sempre manteve atuação compatível com o decoro parlamentar.

Por sua vez, Marcel van Hattem afirmou que o protesto foi pacífico e criticou a punição.

Próximos passos

A decisão do Conselho de Ética suspende deputados de forma provisória e depende de validação do plenário da Câmara.

Caso confirmada, a punição afastará os parlamentares das atividades legislativas por até 60 dias.

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