Tribunal Superior do Trabalho

Presidente do TST diz que vai cortar salário de juiz que faltar para dar palestra

Medida mira faltas sem justificativa e tenta coibir participação de magistrados em eventos pagos com possível conflito de interesse.

Ipolítica, com informações de O Globo

Presidente do TST diz que cortará salário de juízes que faltarem para palestras pagas e defende regras para evitar conflito de interesses.
Presidente do TST diz que cortará salário de juízes que faltarem para palestras pagas e defende regras para evitar conflito de interesses. (Secom/TST)

BRASIL – O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que pretende cortar o salário de juízes que se ausentarem do tribunal sem justificativa para participar de palestras remuneradas.

A declaração foi dada após repercussão de debates internos na Corte sobre a atuação de magistrados em cursos pagos voltados a advogados que atuam no tribunal.

Medida busca evitar conflitos de interesse

Segundo o presidente do TST, a intenção não é proibir a participação de juízes em eventos, mas estabelecer regras claras para evitar conflitos de interesse.

Ele defende a criação de um código de conduta que discipline esse tipo de atividade e garanta maior transparência.

De acordo com o ministro, situações envolvendo cursos pagos podem gerar desequilíbrio, já que nem todos os profissionais têm acesso a esse tipo de formação.

Corte de salário em faltas não justificadas

A proposta inclui o desconto salarial para magistrados que faltarem ao trabalho sem justificativa formal.

Entre os pontos defendidos pelo presidente, estão:

  • corte de salário em ausências sem justificativa
  • transparência na participação em eventos pagos
  • criação de regras institucionais para atividades externas
  • possibilidade de questionamento em casos de conflito

O ministro afirmou que pretende formalizar a orientação por meio de comunicação interna aos integrantes da Corte.

Debate interno expõe divergências no tribunal

A discussão ocorre em meio a um embate entre integrantes do TST sobre a atuação de magistrados fora do tribunal.

O tema ganhou repercussão após menções a uma suposta divisão entre juízes com diferentes visões dentro da Justiça do Trabalho.

Durante evento, Vieira de Mello Filho afirmou que não há espaço para classificações desse tipo e destacou a importância da atuação conjunta dos magistrados.

Cursos para advogados geram polêmica

Parte da controvérsia envolve cursos pagos que ensinam estratégias para atuação no TST, ministrados por integrantes da própria Corte.

O presidente do tribunal criticou a prática, apontando possível conflito ético.

Segundo ele, a participação em atividades com finalidade acadêmica ou institucional é legítima, mas iniciativas com caráter comercial devem ser avaliadas com cautela.

Tema deve avançar com regras internas

A expectativa é que o assunto avance internamente no tribunal, com a definição de normas para regulamentar a participação de magistrados em palestras e cursos.

Para o presidente do TST, o objetivo é preservar a integridade da Justiça do Trabalho e garantir igualdade de condições entre os profissionais que atuam no sistema.

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