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Novo Desenrola começa nesta terça e amplia renegociação de dívidas

Novo Desenrola começa nesta terça e permite renegociar dívidas com desconto de até 90%, juros menores e uso do FGTS para abatimento

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Atualizada em 05/05/2026 às 08h40
Novo Desenrola começa nesta terça
Novo Desenrola começa nesta terça (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

BRASÍLIA – Começa a valer nesta terça-feira (5) o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas e à recuperação do crédito da população. A iniciativa foi instituída por medida provisória publicada no Diário Oficial da União.

O objetivo é facilitar o pagamento de débitos em atraso e permitir que pessoas com restrições no nome voltem a ter acesso ao crédito. O programa prevê descontos expressivos e condições diferenciadas para negociação com instituições financeiras.

Quem pode participar

O Novo Desenrola é direcionado a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além disso, é necessário ter contratos de crédito firmados até 31 de janeiro de 2026 e parcelas em atraso entre 91 e 720 dias.

As dívidas incluídas no programa envolvem modalidades comuns, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais sem desconto em folha. A proposta é atender consumidores que enfrentam dificuldades para quitar débitos acumulados.

Como funciona

Para identificar quem pode participar, o programa utiliza informações declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central, que são confirmadas pelas instituições financeiras responsáveis pelos contratos.

A renegociação prevê descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida, além de redução de juros. Também está prevista a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS para ajudar no pagamento dos débitos.

Condições de pagamento

As condições variam de acordo com o tipo de dívida e o perfil do consumidor, mas a expectativa é ampliar o acesso a acordos com parcelas mais acessíveis e prazos ajustados à realidade financeira dos beneficiários.

A iniciativa busca reduzir o nível de endividamento e estimular a reorganização financeira das famílias, especialmente entre quem tem dificuldade de acesso a crédito no sistema bancário.

Justificativa do governo

Ao sancionar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o programa tenta corrigir distorções no sistema de crédito, especialmente em casos de dívidas de baixo valor que acabam impedindo novas operações.

A avaliação do governo é de que a renegociação pode contribuir para reativar o consumo e melhorar a situação financeira de milhões de brasileiros.

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