BRASIL - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (4) que escândalos recentes no mercado financeiro são resultado da falta de limites e controle no setor. A declaração foi feita durante audiência pública sobre a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo Fachin, os episódios reforçam a necessidade de discutir não apenas a punição de irregularidades, mas também as causas estruturais que permitem falhas no sistema.
“Os escândalos mostram a consequência nefasta da ausência de limites e controle”, afirmou o ministro.
Fachin critica mercado financeiro e cobra controle
Durante a audiência, Fachin destacou que o debate deve ir além de casos específicos e alcançar uma análise mais ampla sobre o funcionamento do mercado financeiro.
De acordo com o ministro, é fundamental:
- Apurar e punir eventuais irregularidades
- Discutir falhas estruturais do sistema
- Avaliar limites de atuação do mercado
- Fortalecer mecanismos de controle
O presidente do STF também ressaltou a importância de relacionar a atuação do Estado com os serviços prestados à população, especialmente no campo da tributação.
Debate envolve papel da CVM
A audiência pública tratou da capacidade fiscalizatória da CVM e da eficiência do órgão na supervisão do mercado de capitais.
O ministro Flávio Dino afirmou que há preocupação com o uso do mercado para práticas ilícitas, destacando que episódios recentes reforçam esse cenário.
Segundo Dino, o debate no STF deve abordar uma dimensão mais ampla do problema, indo além de casos isolados.
Regulação é apontada como prioridade
O decano da Corte, Gilmar Mendes, também defendeu o fortalecimento da regulação do setor financeiro.
Para ele, os escândalos recentes evidenciam a necessidade de tornar a fiscalização:
- Estratégica
- Permanente
- Prioritária para o Estado
A avaliação é que o aprimoramento das regras e da supervisão pode evitar novos episódios que comprometam a confiança no mercado financeiro.
Contexto
As declarações ocorrem em meio a investigações e debates sobre a atuação de instituições financeiras e a necessidade de aperfeiçoamento da regulação no país.
O STF tem promovido discussões sobre o tema com o objetivo de avaliar o papel dos órgãos de controle e propor melhorias no sistema de fiscalização.
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