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Disputa de poder barrou Jorge Messias no STF, diz senador

Alessandro Vieira afirma que votação no Senado refletiu articulações entre ministros do Supremo e lideranças políticas.

Ipolítica

Senador afirma que rejeição de Jorge Messias ao STF foi marcada por disputa de poder entre ministros e lideranças do Congresso.
Senador afirma que rejeição de Jorge Messias ao STF foi marcada por disputa de poder entre ministros e lideranças do Congresso. (Reprodução)

BRASÍLIA – A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi resultado de uma disputa de poder nos bastidores de Brasília, segundo avaliação do senador Alessandro Vieira.

De acordo com o parlamentar, houve atuação direta de integrantes do próprio Supremo e de lideranças do Congresso para barrar a indicação.

Rejeição de Jorge Messias ao STF expõe articulações

Segundo Vieira, participaram das articulações o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

“Quem foi a campo nessa disputa de votos pela indicação contra o Jorge Messias foram Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e figuras desse entorno”, afirmou o senador.

A indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo plenário do Senado na última semana — um episódio considerado raro na história recente do país.

Disputa vai além de governo e oposição

Na avaliação de Alessandro Vieira, o processo ultrapassou a tradicional divisão entre base governista e oposição, refletindo uma disputa interna por influência no STF.

Ele destacou que, embora houvesse mobilização de setores do governo federal pela aprovação do nome, o embate ocorreu em outro nível.

Equilíbrio de forças no STF

O senador também apontou que a eventual nomeação de Messias poderia alterar o equilíbrio de forças dentro da Corte.

Segundo ele, a chegada do indicado poderia fortalecer um grupo específico de ministros em julgamentos relevantes, o que teria motivado resistência.

“A leitura em Brasília é que a chegada do Messias poderia garantir uma maioria para um grupo específico, o que não é do interesse de outros ministros”, declarou.

Contexto da votação

A rejeição de indicações presidenciais ao STF é incomum e chama atenção no cenário político. O nome de Jorge Messias havia sido aprovado anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça, mas acabou não obtendo votos suficientes no plenário do Senado.

Com a decisão, caberá ao presidente da República indicar um novo nome para a vaga aberta na Corte.

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