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COLUNA
Rafael Cardoso
Rafael Cardoso é jornalista do Grupo Mirante. É correspondente em Brasília (DF).
Placar do Senado

Veja como votou cada parlamentar maranhense no veto ao PL da dosimetria

Bancada do Maranhão se dividiu na Câmara, enquanto senadores votaram de forma unânime; maranhense condenada pelo STF pode ser beneficiada pelas novas regras.

Rafael Cardoso/Ipolítica

BRASÍLIA – O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei 2.162 de 2023, conhecido como ‘PL da Dosimetria’. A proposta altera as regras de cálculo de penas no Brasil e pode impactar diretamente condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

🔍 Contexto: A dosimetria é o mecanismo usado pela Justiça para definir o tamanho da pena aplicada a um condenado, levando em conta fatores como gravidade do crime, circunstâncias e antecedentes.

O texto aprovado pelo Congresso estabelece novos critérios para a aplicação das penas e para a progressão de regime. Na prática, abre possibilidade de redução no tempo de prisão em determinados casos, especialmente entre os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O presidente Lula tinha vetado integralmente a proposta sob o argumento de que a medida poderia enfraquecer a punição a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Mesmo assim, deputados e senadores decidiram derrubar o veto.

Veja como votou a bancada do Maranhão

Votaram a favor do veto (pela manutenção)

  • André Fufuca (PP)
  • Fábio Macedo (PODE)
  • Márcio Jerry (PCdoB)
  • Rubens Pereira Júnior (PT)

Votaram contra o veto (pela derrubada)

  • Aluísio Mendes (Republicanos)
  • Amanda Gentil (PP)
  • Cleber Verde (MDB)
  • Duarte Júnior (PSB)
  • Josivaldo JP (PSD)
  • Márcio Honaiser (PDT)
  • Pastor Gil (PL)
  • Paulo Marinho Júnior (PL)
  • Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)
  • Silvio Antonio (PL)

Abstenção

  • Ribeiro Neto (PSB)

Não votaram

  • Hildo Rocha (MDB)
  • Júnior Lourenço (PL)
  • Juscelino Filho (União Brasil)

No Senado, os três representantes do Maranhão votaram pela manutenção do veto presidencial:

  • Ana Paula Lobato (PSB)
  • Weverton Rocha (PDT)
  • Eliziane Gama (PT)

Ao todo, na Câmara, foram 318 votos pela derrubada, contra 144 pela manutenção e cinco abstenções. No Senado, 49 parlamentares votaram para rejeitar o veto e 24 defenderam sua manutenção.

Antes da votação, trechos do projeto foram retirados para evitar mudanças em crimes considerados mais graves, como feminicídio e crimes hediondos.

Com a decisão, o texto segue para promulgação e passa a valer como lei, podendo impactar processos em andamento e condenações já definidas.

Maranhense pode ser beneficiada

Uma das pessoas que podem ser alcançadas pelas novas regras é a maranhense Eliene Amorim de Jesus. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 14 anos de prisão por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado, em razão dos atos de 8 de janeiro.

Eliene Amorim de Jesus, condenada pelo STF.
Eliene Amorim de Jesus, condenada pelo STF.

Eliene é missionária da Assembleia de Deus e, segundo a Justiça, estava presente nas invasões em Brasília. Apesar de o regime inicial fixado ter sido o fechado, o ministro Alexandre de Moraes determinou, em 12 de fevereiro deste ano, o início do cumprimento da pena em prisão domiciliar, em São Luís.

Com a mudança na legislação, pode haver revisão no tempo de pena ou no regime de cumprimento, a depender da análise individual de cada caso.


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