Nova Indicação

Lula decide indicar novo nome ao STF após rejeição de Messias

Lula decide indicar novo nome ao STF nas próximas semanas após derrota de Messias; governo vê falhas na articulação e traições na base

Ipolítica, com informações do g1

Lula deve indicar novo nome ao STF após derrota
Lula deve indicar novo nome ao STF após derrota (Ricardo Stuckert / PR)

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados que pretende indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado. A decisão foi discutida na noite de quarta-feira (29), em reunião no Palácio da Alvorada, e a expectativa é que a nova indicação ocorra nas próximas semanas.

O movimento ocorre após a derrota do governo no plenário, que rejeitou o nome do advogado-geral da União. Segundo relatos, Lula indicou que não pretende deixar a escolha para o próximo governo e quer garantir a nomeação ainda durante o atual mandato.

Nova indicação

Durante o encontro com ministros e aliados, Lula afirmou que a escolha do novo nome não será imediata, mas deve acontecer em breve. A avaliação interna é de que o governo precisa agir com rapidez, mas também com maior articulação política para evitar um novo revés no Senado.

A reunião contou com a presença de integrantes do governo e aliados de diferentes partidos, incluindo nomes ligados ao Centrão. Jorge Messias também participou do encontro, realizado poucas horas após a votação que rejeitou sua indicação.

Reação à derrota

Segundo interlocutores, Lula disse que recebeu a decisão do Senado com tranquilidade. Apesar disso, o resultado da votação gerou preocupação dentro do governo, principalmente pelo placar registrado no plenário.

A rejeição, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretada por aliados como um indicativo de fragilidade na base governista. A leitura é de que parte dos senadores não seguiu a orientação do Planalto durante a votação.

Falhas na articulação

Durante a reunião, auxiliares do presidente avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. Lideranças do governo não teriam conseguido antecipar o risco de derrota nem consolidar apoio suficiente antes da votação.

Quando ficou claro, ainda durante a sessão, que o resultado poderia ser negativo, houve tentativa de adiar a análise. A iniciativa, no entanto, não foi aceita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Impacto político

O episódio também gerou discussões sobre o impacto na relação do governo com lideranças do Congresso. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi citado durante o encontro como um dos que teriam votado contra a indicação.

A avaliação entre aliados é de que o resultado expôs dificuldades na articulação com partidos da base e aumentou a necessidade de negociação política para a próxima indicação ao Supremo.

Próximos passos

Diante do cenário, o governo deve intensificar o diálogo com o Senado antes de formalizar um novo nome. A estratégia é evitar novos desgastes e construir uma base mais sólida de apoio para a indicação.

A expectativa é que Lula anuncie o novo indicado nas próximas semanas, após avaliar os cenários políticos e buscar maior alinhamento com lideranças do Congresso.

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