STF

Jorge Messias passa por sabatina na CCJ para vaga no STF na quarta-feira

Indicado ao Supremo por Lula, advogado-geral da União será avaliado por senadores antes da votação que pode confirmar seu nome na Corte.

Ipolítica, com informações do g1

Jorge Messias será sabatinado na CCJ do Senado para vaga no STF; aprovação depende de maioria absoluta no plenário.
Jorge Messias será sabatinado na CCJ do Senado para vaga no STF; aprovação depende de maioria absoluta no plenário. (Divulgação)

BRASIL - O advogado-geral da União, Jorge Messias, será sabatinado na próxima quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, como parte do processo para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A indicação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo no ano passado.

Como funciona a sabatina

A etapa é obrigatória para todos os indicados ao STF e ocorre no âmbito da CCJ. Durante a sessão, os senadores avaliam a trajetória profissional, o conhecimento jurídico e o posicionamento institucional do candidato.

Pelas regras:

  • cada senador tem até 10 minutos para perguntas;
  • o indicado tem o mesmo tempo para responder;
  • há possibilidade de réplica e tréplica.

Após essa fase, o nome segue para votação na comissão e, se aprovado, é encaminhado ao plenário do Senado.

Para ser confirmado, o indicado precisa de pelo menos 41 votos favoráveis, o equivalente à maioria absoluta da Casa. A votação é secreta.

Tramitação no Senado

O relator da indicação, o senador Weverton Rocha, apresentou parecer favorável à aprovação.

No documento, ele destacou que Jorge Messias atende aos requisitos legais e ressaltou sua atuação em temas relevantes no governo federal, incluindo negociações institucionais e acordos jurídicos.

Caso o nome seja aprovado nas duas etapas, a indicação será formalizada no Diário Oficial da União, e o STF definirá a data da posse.

Perfil do indicado

Natural de Pernambuco, Jorge Messias ocupa o cargo de advogado-geral da União desde 2023, no início do atual governo. Ele é considerado um dos principais nomes da equipe jurídica do Executivo.

Ao longo da carreira:

  • atua no serviço público desde 2007;
  • passou por órgãos como Banco Central e BNDES;
  • integrou a equipe de transição presidencial em 2022;
  • exerceu funções estratégicas na área jurídica do governo federal.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB) e construiu sua trajetória na Advocacia-Geral da União.

Próximos passos

Após a sabatina, o Senado decide se aprova ou rejeita a indicação. Em caso de aprovação, o presidente da República formaliza a nomeação, e o novo ministro toma posse no plenário do STF.

Se o nome for rejeitado, caberá ao presidente indicar outro candidato para a vaga.

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