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Alcolumbre e Motta apoiam projeto sobre combustíveis e governo quer acelerar votação

Presidente da Câmara e do Senado sinalizam apoio a proposta que permite reduzir impostos sobre combustíveis em casos de alta por guerras.

Ipolítica, com informações do g1

Alcolumbre e Motta apoiam projeto que autoriza redução de impostos sobre combustíveis e governo busca acelerar votação no Congresso.
Alcolumbre e Motta apoiam projeto que autoriza redução de impostos sobre combustíveis e governo busca acelerar votação no Congresso. (Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo)

BRASIL - Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizaram apoio à proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que prevê a redução temporária de impostos sobre combustíveis.

A manifestação ocorreu após reunião com ministros da área econômica e da articulação política do governo, em Brasília.

Entenda a proposta do governo

A proposta foi apresentada pelos ministros Dario Durigan, José Guimarães e Bruno Moretti, e já foi protocolada na Câmara.

Em linhas gerais, o texto permite que o governo federal reduza impostos sobre combustíveis quando guerras ou conflitos internacionais impactarem o preço do petróleo.

O mecanismo prevê que o presidente da República poderá editar decreto, com recomendação do Ministério da Fazenda, para reduzir tributos federais sobre combustíveis em situações excepcionais.

Como funcionará a medida

A proposta estabelece regras específicas para aplicação da redução de impostos:

  • Impostos que podem ser reduzidos: PIS, Cofins e Cide
  • Combustíveis incluídos: gasolina, etanol, diesel e biodiesel
  • Prazo: até dois meses, com possibilidade de prorrogação
  • Condição: avaliação da equipe econômica e uso de receitas extras do setor de óleo e gás

Entre essas receitas estão royalties do petróleo, venda de óleo pela PPSA e dividendos do setor.

Tramitação no Congresso

O governo trabalha para acelerar a análise da proposta. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, deve articular com líderes partidários a votação do regime de urgência.

O regime de urgência permite que o projeto seja analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas, acelerando a tramitação.

Segundo interlocutores, Hugo Motta prometeu acelerar o processo, enquanto Alcolumbre teria recebido bem a proposta.

Contexto da medida

O projeto foi apresentado em meio a discussões sobre a influência de conflitos internacionais no preço do petróleo, como a guerra entre Israel e Irã, que afeta o mercado global de combustíveis.

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