reforma do Judiciário

OAB cria comissão para reforma do Judiciário após debate reacendido no STF

Medida busca mobilizar advocacia e consolidar propostas como mandatos para ministros e limites a decisões individuais nos tribunais.

Ipolítica, com informações de O Globo

OAB cria comissão para reforma do Judiciário e propõe mudanças como mandatos para ministros e limites a decisões monocráticas.
OAB cria comissão para reforma do Judiciário e propõe mudanças como mandatos para ministros e limites a decisões monocráticas. (Divulgação)

BRASIL - A Ordem dos Advogados do Brasil anunciou a criação de uma comissão para discutir a reforma do Judiciário, em meio ao avanço do debate sobre mudanças no sistema judicial brasileiro. A iniciativa ocorre após propostas apresentadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, reacenderem a discussão sobre o tema.

O objetivo do colegiado é mobilizar a advocacia e a sociedade civil, além de consolidar propostas já debatidas internamente pela entidade. A comissão foi instituída por portaria do Conselho Federal da OAB.

Comissão vai articular propostas

A Comissão de Mobilização para a Reforma do Poder Judiciário será presidida por Rose Morais e contará com a participação de conselheiros federais e presidentes de seccionais estaduais.

Entre as principais atribuições estão:

  • articular a atuação institucional da OAB
  • reunir contribuições das seccionais
  • encaminhar propostas já aprovadas pela entidade

O grupo também terá apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal.

Propostas em debate

Entre as mudanças defendidas pela OAB no contexto da reforma do Judiciário, estão medidas que buscam alterar o funcionamento das cortes superiores. Entre elas:

  • adoção de mandatos fixos para ministros do STF
  • limitação de decisões monocráticas
  • regras mais rígidas para atuação de parentes de magistrados na advocacia

Segundo o presidente da entidade, Beto Simonetti, a participação da advocacia é essencial no debate.

Debate ganhou força no STF

A movimentação ocorre após declarações de Flávio Dino defendendo mudanças no Judiciário, incluindo maior rigor em casos de desvios e críticas à aposentadoria compulsória como forma de punição.

Além disso, o presidente do STF, Edson Fachin, também tem apoiado discussões internas sobre o funcionamento da Corte, como a criação de um Código de Conduta.

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