BRASIL - O advogado-geral da União Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal, intensificou a articulação com senadores e passou a defender uma atuação menos intervencionista da Corte. A estratégia busca atrair parlamentares indecisos na reta final antes da sabatina no Senado.
Nos bastidores, Messias tem apresentado um perfil conciliador e reforçado o compromisso com o equilíbrio entre os Poderes, em resposta a críticas de parlamentares sobre o protagonismo do STF em decisões políticas.
Discurso de pacificação e busca por apoio
Durante conversas com senadores, Jorge Messias tem defendido uma atuação baseada em previsibilidade, respeito às competências institucionais e menor interferência do Judiciário sobre o Legislativo.
A aliados, o indicado tem resumido sua postura como conciliadora, com foco em reduzir tensões entre os Poderes. A estratégia mira principalmente parlamentares de centro e direita que ainda não definiram voto.
Entre os principais pontos defendidos por Messias estão:
- Respeito às atribuições de cada Poder
- Redução do protagonismo político do STF
- Abertura ao diálogo com o Congresso
Articulação política na reta final
A poucos dias da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o indicado intensificou contatos com senadores por meio de ligações e reuniões. O esforço ocorre em meio ao esvaziamento de Brasília durante o feriado, o que dificultou agendas presenciais.
Aliados avaliam que a estratégia não busca necessariamente reverter votos já declarados, mas ampliar o apoio entre indecisos, especialmente em partidos com grande representação no Senado.
Ruído com Davi Alcolumbre preocupa aliados
Apesar do avanço nas articulações, a falta de um encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é vista como um ponto de atenção.
Nos bastidores, há avaliação de que a relação esfriou após a participação de Messias em um evento político ligado a adversários de Alcolumbre. A reunião entre os dois é considerada estratégica para consolidar apoios.
Cenário segue aberto para votação
A expectativa entre aliados é de que a indicação de Jorge Messias seja aprovada, mas o placar ainda é incerto e depende da adesão de senadores indecisos.
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