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Brasil responde a questionamentos dos EUA sobre PIX e negociações com gestão Trump continuam

Governo brasileiro responde sobre PIX, etanol e meio ambiente e mantém negociações com gestão Trump após investigação comercial.

Ipolítica, com informações do g1

Brasil responde aos EUA sobre PIX, etanol e meio ambiente e mantém negociações após investigação comercial aberta pela gestão Trump
Brasil responde aos EUA sobre PIX, etanol e meio ambiente e mantém negociações após investigação comercial aberta pela gestão Trump (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução)

BRASIL - O governo brasileiro informou nesta quinta-feira (16) que Brasil responde aos EUA todos os questionamentos feitos pela gestão do presidente Donald Trump sobre temas comerciais e econômicos. As tratativas ocorreram após a abertura de uma investigação americana contra o país.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as respostas foram apresentadas ao longo de dois dias de reuniões em Washington, com foco em aspectos técnicos e jurídicos.

Temas discutidos nas reuniões

Durante os encontros, representantes brasileiros foram questionados sobre diferentes áreas consideradas sensíveis pelos Estados Unidos.

Entre os principais pontos abordados estão:

  • Funcionamento do sistema de pagamentos PIX
  • Comércio de etanol
  • Propriedade intelectual
  • Políticas ambientais e desmatamento

O governo brasileiro sustenta que todos os esclarecimentos foram prestados e que agora cabe aos EUA avaliar se haverá novos questionamentos.

PIX é ponto sensível nas negociações

O sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central se tornou um dos focos da investigação americana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou publicamente que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do PIX, defendendo a soberania nacional sobre a ferramenta.

Investigação comercial dos EUA

A apuração foi aberta com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O procedimento permite ao governo americano investigar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais.

Na ocasião, a Casa Branca acusou o Brasil de manter, ao longo de décadas, políticas que prejudicariam produtos americanos.

Apesar disso, integrantes do governo brasileiro destacam que a balança comercial é favorável aos EUA, com maior volume de exportações americanas para o Brasil.

Negociações seguem em busca de acordo

Mesmo com as divergências, o governo brasileiro tem priorizado o diálogo com autoridades americanas para evitar medidas mais duras, como novas tarifas.

Nos últimos meses, houve contatos diretos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, além de conversas entre chanceleres e representantes econômicos dos dois países.

O Congresso brasileiro também aprovou a chamada Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao país adotar medidas em resposta a eventuais sanções comerciais.

Relação entre países teve mudança de tom

As negociações ganharam novo ritmo após um encontro entre Lula e Trump durante evento da Organização das Nações Unidas, no ano passado.

Desde então, segundo diplomatas, o diálogo entre os dois governos avançou, reduzindo tensões e permitindo a continuidade das tratativas.

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