BRASIL -O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou nesta segunda-feira (13) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro “atrapalha” a direita ao se envolver em discussões com aliados políticos. A declaração foi dada durante evento em São Paulo.
Segundo o parlamentar, o foco do campo político deveria estar na oposição ao governo, e não em disputas internas.
“Eu acho que atrapalha hoje em dia. [...] O nosso adversário aqui desse campo não é o Nikolas, não é o Eduardo. [...] Nós deveríamos centrar forças nisso”, afirmou.
Críticas ao rumo da campanha
Na mesma entrevista, Ciro Nogueira também comentou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
De acordo com ele, o caminho adotado pelo pré-candidato será decisivo para o apoio de partidos do chamado Centrão.
“Se ele virar um candidato de extrema-direita, aí não, porque aí está fadado a perder a eleição”, declarou.
O senador defendeu que a campanha deve buscar diálogo mais amplo e focar em temas como segurança, saúde e educação.
Relação com aliados e disputa interna
As declarações ocorrem em meio a recentes embates públicos entre aliados da direita, incluindo discussões envolvendo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Para Ciro, esse tipo de conflito prejudica o grupo político e desvia o foco das eleições.
Possível vice e articulações
O presidente do PP também confirmou que mantém conversas frequentes com Flávio Bolsonaro sobre a formação da chapa presidencial.
Segundo ele, o partido pode pleitear a indicação do vice, embora essa não seja a prioridade no momento.
- O PP avalia nomes para compor a chapa;
- A decisão deve ocorrer apenas nos próximos meses;
- O foco principal, segundo Ciro, é vencer a eleição.
“É uma possibilidade (indicar o vice), mas para a federação é muito mais importante ganhar a eleição do que indicar a vice”, disse.
Ciro Nogueira ressaltou ainda que não pretende integrar a chapa, afirmando que tem compromissos políticos em seu estado.
Estratégia eleitoral
O senador indicou que o apoio do PP dependerá do posicionamento adotado por Flávio Bolsonaro ao longo da campanha.
Na avaliação dele, uma postura mais moderada pode ampliar alianças, enquanto o alinhamento à extrema-direita pode reduzir as chances eleitorais.
As negociações entre os partidos seguem em andamento, mas sem definição imediata.
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