Acordo Brasil e EUA

Acordo Brasil e EUA combate crime organizado e amplia troca de inteligência

Parceria prevê troca de inteligência e ações conjuntas para combater tráfico de armas e drogas e ampliar fiscalização entre os países.

Ipolítica, com informações de O Globo

Brasil e EUA firmam acordo para combater crime organizado com troca de inteligência e ações contra tráfico de armas e drogas.
Brasil e EUA firmam acordo para combater crime organizado com troca de inteligência e ações contra tráfico de armas e drogas. (Ricardo Stuckert/PR / Fotos Públicas)

BRASIL - O governo federal anunciou um acordo com os Estados Unidos para reforçar o combate ao crime organizado transnacional, com foco na circulação ilegal de armas e drogas. A iniciativa envolve a integração entre a Receita Federal e autoridades norte-americanas, ampliando o compartilhamento de dados e a atuação conjunta.

Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), o programa prevê a troca de informações de inteligência e a realização de operações coordenadas para interceptar cargas ilícitas entre os dois países.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o avanço na cooperação bilateral:

Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump no sentido de avançar na cooperação no combate ao crime organizado entre os nossos dois países.

Cooperação amplia fiscalização e troca de dados

A parceria estabelece mecanismos para monitoramento mais rigoroso de remessas internacionais, incluindo análise antecipada de cargas antes mesmo da chegada ao destino.

Na prática, contêineres passam por uma verificação digital com cruzamento de dados entre Brasil e Estados Unidos, o que aumenta a capacidade de identificar irregularidades e prevenir crimes.

Além disso, o acordo fortalece a atuação conjunta em portos, aeroportos e operações especiais de fiscalização.

Programa amplia rastreamento de armas

Um dos principais instrumentos da cooperação é o programa “Desarma”, sistema que amplia o controle sobre armas e materiais sensíveis em circulação internacional.

A ferramenta permite identificar a origem dos armamentos, organizar dados de apreensões e compartilhar informações em tempo real entre as autoridades dos dois países, facilitando o rastreamento e o combate às redes ilegais.

Dados mostram avanço das apreensões

Nos últimos 12 meses, mais de 1.100 armas ou peças foram apreendidas vindas dos Estados Unidos, totalizando cerca de meia tonelada. Apenas no primeiro trimestre deste ano, mais de 1,5 tonelada de drogas também foi interceptada.

Segundo as autoridades, os dados revelam métodos cada vez mais sofisticados de ocultação, como peças de armamento escondidas em equipamentos e drogas camufladas em encomendas comuns.

Acordo ocorre em meio a tensão diplomática

O anúncio acontece em um momento de tensão nas relações entre os dois países, diante da possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como organizações terroristas.

O governo brasileiro se posiciona contra a medida, mas mantém o diálogo para avançar na cooperação internacional no combate ao crime organizado.

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