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Governo estuda barrar uso de bets para quem quer renegociar dívidas

Proposta em análise prevê proibir apostas durante pagamento de dívidas refinanciadas; medida é discutida pela equipe econômica

Ipolítica, com informações do g1

Governo estuda barrar uso de bets para quem aderir a programa de refinanciamento de dívidas.
Governo estuda barrar uso de bets para quem aderir a programa de refinanciamento de dívidas. (Ricardo Stuckert / PR)

BRASÍLIA – O governo federal estuda restringir o acesso ao uso de bets para pessoas que aderirem a um novo programa de refinanciamento de dívidas. A medida foi discutida após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à equipe econômica.

A proposta prevê que, enquanto o cidadão não quitar a dívida renegociada, ele ficará impedido de realizar apostas em plataformas digitais.

Medida em estudo

A ideia foi elaborada pela equipe do Ministério da Fazenda como resposta à preocupação do governo com o impacto das apostas na situação financeira das famílias.

O objetivo é evitar que pessoas endividadas continuem comprometendo renda com jogos enquanto tentam reorganizar as finanças.

Histórico das bets

Lula é crítico da expansão do uso de bets no país. Segundo ele, a autorização para atuação dessas empresas ocorreu durante o governo de Michel Temer, sem regulamentação efetiva nos anos seguintes, durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Nesse período, as empresas atuaram no Brasil sem regras definidas, o que, segundo o governo, abriu espaço para irregularidades, como lavagem de dinheiro.

Regulamentação

Para tentar controlar o setor, o governo atual optou por regulamentar as plataformas de apostas.

A medida permite o funcionamento apenas de empresas que paguem outorga ao governo e sigam regras estabelecidas, incluindo a cobrança de impostos.

A possibilidade de proibir totalmente as bets chegou a ser analisada, mas foi descartada por dificuldades jurídicas e econômicas após a regulamentação.

Programa de dívidas

Dentro do mesmo pacote, o governo também avalia permitir o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, com limites para evitar impacto elevado no fundo.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta de refinanciamento prevê:

  • unificação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal;
  • descontos entre 30% e 80% nos juros;
  • possibilidade de abatimento de até 90% em negociações com bancos.

A medida ainda está em fase de análise e pode sofrer ajustes antes de ser enviada ao Congresso.

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