jornada de trabalho

Escala 6x1 deve ser votada na próxima semana na CCJ, diz Hugo Motta

Proposta que prevê fim do modelo 6x1 avança na Câmara enquanto governo avalia alternativa com urgência.

Ipolítica, com informações do g1

Escala 6x1 deve ser votada na CCJ na próxima semana, diz Hugo Motta; proposta prevê mudanças na jornada de trabalho.
Escala 6x1 deve ser votada na CCJ na próxima semana, diz Hugo Motta; proposta prevê mudanças na jornada de trabalho. (Mário Agra / Câmara dos Deputados)

BRASIL - A proposta que prevê o fim da escala 6x1 deve ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A previsão foi feita pelo presidente da Casa, Hugo Motta.

Segundo ele, a análise da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) será o primeiro passo antes da criação de uma comissão especial para discutir o mérito do texto.

Escala 6x1 pode avançar ainda em maio

De acordo com Motta, a intenção é acelerar a tramitação da proposta e levá-la ao plenário ainda em maio.

A admissibilidade será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim do mês de maio”, afirmou.

A PEC trata do fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, modelo comum em diversos setores.

Governo chegou a cogitar novo projeto

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a discutir o envio de um novo projeto de lei com urgência constitucional para tratar do tema.

Esse tipo de proposta:

  • Tem tramitação mais rápida no Congresso
  • Exige menos votos para aprovação
  • Pode trancar a pauta se não for analisada em até 45 dias

Apesar disso, segundo Motta, o governo indicou preferência por manter o andamento da PEC já existente.

Diferenças entre PEC e proposta do governo

A PEC em tramitação é de autoria da deputada Erika Hilton e propõe mudanças mais amplas na jornada de trabalho.

Entre os principais pontos:

  • Limite de 36 horas semanais
  • Três dias de descanso por semana

Já a proposta discutida pelo governo prevê:

  • Jornada de 40 horas semanais
  • Dois dias de descanso
  • Sem redução salarial

Setor produtivo aponta impactos

Representantes do setor produtivo demonstram preocupação com os efeitos da mudança na jornada.

Segundo avaliações do segmento:

  • Pode haver aumento de custos para empresas
  • Impactos na competitividade
  • Possível redução na geração de empregos

Economistas também defendem que a discussão sobre jornada de trabalho esteja ligada a avanços em produtividade, com investimentos em qualificação profissional, inovação e infraestrutura.

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