Eleições 2026

O que acontece após renúncia de políticos para disputar as eleições 2026

Após deixar cargos, políticos viram pré-candidatos e aguardam convenções; renúncia é definitiva e impede retorno ao posto

Ipolítica, com informações do g1

Entenda o que acontece após a renúncia para disputar eleições de 2026 e quais são as próximas etapas até a oficialização das candidaturas.
Entenda o que acontece após a renúncia para disputar eleições de 2026 e quais são as próximas etapas até a oficialização das candidaturas. (Foto: Divulgação / TSE)

BRASÍLIA – Após o prazo de desincompatibilização, prefeitos e governadores que deixaram os cargos para disputar as eleições 2026 entram agora em uma nova fase do processo eleitoral. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram para concorrer a outros cargos.

A desincompatibilização eleitoral é uma exigência da legislação para evitar o uso da máquina pública durante a campanha.

Etapas após renúncia

Com a saída dos cargos, esses políticos passam a se apresentar como pré-candidatos. No entanto, ainda não são oficialmente candidatos.

A formalização depende das convenções partidárias, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesse período que os partidos definem quem representará cada legenda nas eleições 2026.

No Brasil, só pode disputar o pleito quem estiver filiado a um partido e tiver o nome aprovado nessas convenções.

Registro das candidaturas

Após as convenções, os partidos devem registrar os candidatos na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.

Somente depois desse registro é que a candidatura passa a ser oficial.

Até essa etapa, os pré-candidatos não podem realizar campanha eleitoral.

Início da campanha

A propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto.

Antes disso, qualquer divulgação que configure pedido explícito de voto é proibida pela legislação.

Renúncia é definitiva

A desincompatibilização também implica uma consequência importante: a renúncia ao cargo é definitiva.

Ou seja, se o político perder a eleição, não poderá retornar ao posto que ocupava anteriormente.

Essa regra também vale caso a candidatura não seja confirmada nas convenções partidárias.

Exemplo recente

Um caso semelhante ocorreu com João Doria (PSDB-SP), que renunciou ao governo de São Paulo em 2022 para disputar a Presidência da República.

Após disputas internas no partido, a candidatura não foi adiante, e ele não pôde retornar ao cargo.

O processo reforça que a decisão de deixar o posto para disputar eleições envolve riscos políticos e não permite recuo após a renúncia.

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