economia global

Alta do petróleo deve elevar inflação e frear economia, diz Galípolo

Presidente do BC afirma que alta do petróleo pressiona preços e reduz crescimento em meio à guerra no Oriente Médio.

Ipolítica, com informações do g1

Alta do petróleo deve pressionar inflação e frear economia, afirma presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Alta do petróleo deve pressionar inflação e frear economia, afirma presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. (Lula Marques / Agência Brasil)

BRASIL - A alta do petróleo deve elevar a inflação e frear o crescimento econômico, segundo avaliação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. A declaração foi feita nesta segunda-feira (30), em meio ao cenário de tensão internacional provocado pela guerra no Oriente Médio.

De acordo com o dirigente, o atual movimento de preços tem origem em um choque de oferta — quando há redução na disponibilidade do produto — o que tende a gerar efeitos mais negativos sobre a economia.

Alta do petróleo pressiona inflação e crescimento

Segundo Galípolo, a alta do petróleo impacta diretamente os preços e a atividade econômica, com tendência de “inflação para cima e crescimento para baixo”.

O presidente do BC destacou que, diferentemente de outros momentos, o aumento não está ligado à demanda aquecida, mas a restrições na oferta global do combustível.

Entre os principais efeitos esperados estão:

  • Pressão inflacionária em diversos setores;
  • Redução do ritmo de crescimento econômico;
  • Aumento da incerteza nos mercados globais.

Guerra no Oriente Médio intensifica cenário

A alta do petróleo ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, que elevam o risco de interrupções no fornecimento global.

O barril do petróleo chegou a ultrapassar US$ 115, acumulando forte valorização no mês. O movimento acende alerta entre investidores e autoridades econômicas.

Esse cenário pode provocar:

  • Aumento prolongado dos preços de energia;
  • Impactos na inflação global;
  • Desaceleração econômica em diferentes países.

Brasil tem posição mais favorável

Apesar do cenário adverso, o presidente do Banco Central afirmou que o Brasil está em uma posição relativamente mais favorável em comparação a outras economias.

Isso ocorre porque o país é exportador líquido de petróleo, embora ainda dependa da importação de derivados, o que influencia os preços internos.

Além disso, o nível elevado da taxa de juros contribui para conter pressões inflacionárias.

Política monetária segue cautelosa

O Comitê de Política Monetária iniciou recentemente a redução da taxa básica de juros, a Selic, que passou de 15% para 14,75% ao ano.

Mesmo com o corte, o Banco Central indicou que deve adotar cautela nos próximos passos, diante do cenário externo mais instável.

A estratégia da instituição inclui:

  • Ajustes graduais na política monetária;
  • Monitoramento constante do cenário internacional;
  • Evitar reações bruscas diante da volatilidade.

Juros altos já impactam a economia

Segundo Galípolo, os juros elevados já produzem efeitos na economia brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao crédito.

Entre os segmentos mais impactados estão:

  • Construção civil;
  • Indústria;
  • Consumo de bens duráveis.

O efeito observado, segundo o BC, é de desaceleração gradual da atividade econômica, e não uma retração abrupta.

Banco Central busca equilíbrio diante das incertezas

O presidente do Banco Central afirmou que a instituição tem adotado uma postura cautelosa, priorizando decisões graduais diante das incertezas externas.

Segundo ele, essa estratégia evita ampliar a volatilidade e permite uma melhor avaliação dos impactos econômicos.

A expectativa é que o cenário internacional continue influenciando diretamente as decisões de política monetária nos próximos meses.

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