BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou a indicação do chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Olavo Noleto, para comandar a articulação política do governo e passou a buscar um parlamentar para o cargo.
A mudança ocorre diante da saída da ministra Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais, prevista para a próxima semana, quando ela deixará o posto para disputar o Senado pelo Paraná.
Lula busca parlamentar para articulação política
Segundo aliados, Lula avalia que a articulação política exige um nome com experiência no Congresso Nacional. Por isso, a preferência agora é por um parlamentar ou ex-parlamentar com capacidade de negociação com deputados e senadores.
A função é considerada estratégica para o governo, principalmente diante de pautas prioritárias que ainda tramitam no Legislativo.
Entre os principais desafios estão:
- Aprovação do fim da escala de trabalho 6x1
- Regulamentação do trabalho por aplicativos
- Avanço da PEC da Segurança Pública
- Indicação de autoridades ao STF
Mudança de estratégia no governo
A escolha de Olavo Noleto chegou a ser tratada como provável no início do ano. A própria Gleisi Hoffmann havia indicado o nome como “sucessor natural”.
Nos últimos dias, porém, o presidente mudou de avaliação e passou a considerar arriscado manter alguém sem mandato ou atuação direta no Legislativo à frente da articulação política.
A preocupação é que a falta de experiência no Congresso possa dificultar negociações com lideranças partidárias.
Bastidores e nomes em análise
Até o momento, Lula não divulgou oficialmente quais nomes estão sendo considerados para assumir a função.
Interlocutores do governo indicam que o perfil desejado inclui:
- Experiência parlamentar
- Trânsito entre diferentes partidos
- Capacidade de articulação política
Possíveis mudanças na Esplanada
A movimentação faz parte de uma possível reforma ministerial. Nos bastidores, também há expectativa sobre mudanças em outras pastas.
Entre as possibilidades, está a indicação de Bruno Moretti para o Ministério do Planejamento. Outra alternativa discutida é o deslocamento de Esther Dweck para a mesma pasta.
As definições devem ocorrer nas próximas semanas, conforme o governo avança nas articulações políticas e na montagem da estratégia para o Congresso.
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