COP15

Lula cria unidades de conservação e define prioridades do Brasil para a COP15

Na COP15, Lula anunciou prioridades do Brasil para negociações ambientais e assinou decretos que criam e ampliam unidades de conservação

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Na COP15, Lula anuncia prioridades do Brasil, cria unidades de conservação e defende cooperação internacional para proteção da biodiversidade e espécies migratórias.
Na COP15, Lula anuncia prioridades do Brasil, cria unidades de conservação e defende cooperação internacional para proteção da biodiversidade e espécies migratórias. (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

CAMPO GRANDE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou prioridades do Brasil para os debates da COP15 e assinou decretos para criação e ampliação de unidades de conservação durante a Cúpula de Líderes realizada em Campo Grande.

A COP15, conferência das Nações Unidas sobre espécies migratórias, reúne delegações de diversos países para discutir cooperação internacional e proteção da biodiversidade.

Prioridades na conferência

Durante a Cúpula de Líderes que antecede a COP15, Lula afirmou que o Brasil participará das negociações com foco na ampliação da cooperação entre países.

Segundo o presidente, as prioridades da delegação brasileira serão:

  • defender princípios das convenções do clima, desertificação e biodiversidade
  • ampliar recursos financeiros para países em desenvolvimento
  • criar mecanismos multilaterais de financiamento
  • ampliar adesões à Declaração do Pantanal

O documento propõe maior envolvimento internacional na proteção das espécies que utilizam rotas migratórias.

Novas áreas de proteção

Antes do discurso na COP15, Lula assinou três decretos para criação e ampliação de áreas protegidas.

Foram anunciadas:

  • criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas
  • ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense
  • ampliação da Estação Ecológica de Taiamã

As medidas somam mais de 174 mil hectares de novas áreas protegidas.

Segundo o presidente, a meta é garantir até 2030 a proteção de 30% das áreas oceânicas, conforme a Convenção sobre Diversidade Biológica.

Cooperação internacional

No discurso na COP15, Lula afirmou que o encontro ocorre em um momento de tensões internacionais e ações unilaterais.

O presidente defendeu que a cooperação entre países é o caminho para enfrentar a crise ambiental.

Ele também disse que a América Latina deve atuar de forma conjunta para proteger a biodiversidade e garantir desenvolvimento sustentável.

Lula concluiu afirmando que a COP15 deve ser um espaço para avanços coletivos na defesa da natureza e da humanidade.

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