BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo de Donald Trump para temas relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só poderá entrar no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver o visto liberado para entrar nos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante agenda presidencial no Rio de Janeiro. No mesmo dia, o governo brasileiro revogou o visto de Beattie com base no princípio da reciprocidade, prática comum nas relações diplomáticas entre países.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde”, afirmou Lula.
Caso envolve visita a Bolsonaro na prisão
A polêmica começou após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitar autorização para que Beattie visitasse Bolsonaro na prisão.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022 e está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
As visitas ao ex-presidente dependem de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do processo.
Moraes negou visita do assessor
Inicialmente, Moraes chegou a autorizar a visita em data diferente da solicitada pela defesa. No entanto, após manifestação do Ministério das Relações Exteriores, o ministro voltou atrás e negou o encontro.
O Itamaraty argumentou que a reunião poderia configurar ingerência em assuntos internos do Brasil e destacou que o encontro não fazia parte da agenda diplomática informada no pedido de visto.
Na decisão, Moraes afirmou que a visita solicitada pela defesa de Bolsonaro não estava inserida no contexto diplomático que justificou a concessão do visto ao assessor norte-americano.
Episódio envolve histórico de restrição de visto
A fala de Lula também faz referência a um episódio ocorrido em 2025, quando os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de Padilha, de 10 anos.
Segundo o presidente, o episódio motivou a postura de reciprocidade adotada pelo governo brasileiro.
“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, disse Lula ao comentar o caso durante a agenda no Rio de Janeiro.
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