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Lula diz que assessor de Trump só entrará no Brasil se Padilha puder entrar nos EUA

Presidente citou princípio da reciprocidade após revogação do visto de Darren Beattie, que pretendia visitar Bolsonaro na prisão.

Ipolítica, com informações do g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo de Donald Trump para temas relacionados ao Brasil, Darren Beattie, só poderá entrar no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver o visto liberado para entrar nos Estados Unidos.

A declaração foi feita durante agenda presidencial no Rio de Janeiro. No mesmo dia, o governo brasileiro revogou o visto de Beattie com base no princípio da reciprocidade, prática comum nas relações diplomáticas entre países.

Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde”, afirmou Lula.

Caso envolve visita a Bolsonaro na prisão

A polêmica começou após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitar autorização para que Beattie visitasse Bolsonaro na prisão.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022 e está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

As visitas ao ex-presidente dependem de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do processo.

Moraes negou visita do assessor

Inicialmente, Moraes chegou a autorizar a visita em data diferente da solicitada pela defesa. No entanto, após manifestação do Ministério das Relações Exteriores, o ministro voltou atrás e negou o encontro.

O Itamaraty argumentou que a reunião poderia configurar ingerência em assuntos internos do Brasil e destacou que o encontro não fazia parte da agenda diplomática informada no pedido de visto.

Na decisão, Moraes afirmou que a visita solicitada pela defesa de Bolsonaro não estava inserida no contexto diplomático que justificou a concessão do visto ao assessor norte-americano.

Episódio envolve histórico de restrição de visto

A fala de Lula também faz referência a um episódio ocorrido em 2025, quando os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de Padilha, de 10 anos.

Segundo o presidente, o episódio motivou a postura de reciprocidade adotada pelo governo brasileiro.

Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, disse Lula ao comentar o caso durante a agenda no Rio de Janeiro.

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