BRASIL - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quarta-feira (11) como relator de uma ação que pede à Corte que determine à Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI do Banco Master.
A escolha ocorreu por meio do sistema eletrônico de distribuição de processos do STF. O pedido foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que argumenta haver omissão da presidência da Câmara na instalação da comissão parlamentar.
Segundo o parlamentar, o requerimento da CPI do Banco Master já cumpriu todos os requisitos previstos na Constituição Federal, incluindo o apoio de mais de um terço dos deputados.
“O requerimento obteve 201 assinaturas e atende aos critérios legais para instalação da comissão”, afirmou Rollemberg.
Não há prazo definido para que Toffoli analise o pedido.
Pedido de CPI do Banco Master
No mandado de segurança protocolado no STF, Rollemberg afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não tomou providências para instalar a CPI do Banco Master, mesmo após o protocolo do requerimento.
De acordo com o deputado, a demora impede o Congresso de exercer uma de suas funções principais: investigar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos ou instituições financeiras.
Entre os pontos citados pelo parlamentar estão:
- protocolo formal do pedido de CPI;
- cumprimento do mínimo de assinaturas exigidas;
- definição do objeto de investigação e prazo da comissão.
Para Rollemberg, os indícios de fraudes envolvendo o Banco Master justificam a abertura da investigação parlamentar.
Relatoria ocorre após saída de Toffoli do caso
A designação de Toffoli para analisar o pedido relacionado à CPI do Banco Master ocorre cerca de um mês após o ministro deixar a relatoria do inquérito que investiga as fraudes na instituição financeira.
Na ocasião, Toffoli informou que é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco.
Relatórios da Polícia Federal também mencionaram o ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante investigações da Operação Compliance Zero.
Apesar disso, o STF não reconheceu impedimento ou suspeição do ministro para atuar em processos relacionados ao caso.
Fraudes investigadas no Banco Master
O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou dimensão nacional após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025.
As investigações apontam um esquema de fraudes bilionárias estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía:
- criação de carteiras de crédito fictícias;
- tentativa de venda desses ativos ao Banco de Brasília (BRB);
- uso de operações financeiras para ocultar o rombo contábil.
O empresário Daniel Vorcaro chegou a ser preso pela Polícia Federal durante as investigações e responde ao processo sob medidas cautelares.
Saiba Mais
- Alckmin defende investigação rigorosa no caso Master e punição aos responsáveis
- Fachin se reúne com Mendonça após nova fase da operação que investiga fraudes no Banco Master
- Defesa de Vorcaro pede transferência para outro presídio e fim de monitoramento em visitas de advogados
- Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Master e nega atuação no STF
- Duarte Jr. critica Ciro Nogueira por emenda ligada ao Banco Master
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.