BRASIL - O conflito no Oriente Médio entrou em nova fase de tensão após ofensivas militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Nesta segunda-feira (2), o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que é preciso “se preparar para o pior” diante do risco de ampliação da crise na região.
A declaração foi dada em entrevista à GloboNews. Segundo Amorim, o agravamento do conflito no Oriente Médio pode gerar instabilidade regional e consequências imprevisíveis no cenário internacional.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador.
Conflito no Oriente Médio pode se espalhar
Ao explicar o que considera “o pior”, Amorim citou a possibilidade de alastramento do conflito no Oriente Médio para outros países da região.
“O aumento vertiginoso das tensões tem grande potencial de alastramento”, declarou. Ele lembrou que o Irã historicamente fornece apoio a grupos armados em diferentes territórios, o que pode ampliar o alcance dos confrontos.
O atual cenário começou após ofensiva aérea realizada por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, sob a justificativa de neutralizar ameaças estratégicas e militares.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas em diversos pontos da região.
Morte de líder iraniano elevou tensão
O conflito no Oriente Médio se intensificou com a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Outras autoridades militares de alto escalão também morreram nos ataques.
A escalada provocou:
- Centenas de mortes no Irã;
- Fechamento do Estreito de Ormuz;
- Ondas de ataques em diferentes países do Oriente Médio;
- Alta preocupação nos mercados internacionais.
Repercussões diplomáticas
O conflito no Oriente Médio também pode impactar agendas diplomáticas e relações internacionais nas próximas semanas. Amorim afirmou que ainda conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema.
Há previsão de encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda neste mês, em Washington. A reunião, segundo interlocutores, poderá ser influenciada pelo cenário internacional.
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota classificando a escalada como grave ameaça à paz e pediu a interrupção das ações militares na região.
Diante do atual cenário, o conflito no Oriente Médio permanece como um dos principais focos de tensão global, com potencial de provocar desdobramentos políticos, econômicos e militares nas próximas semanas.
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