BRASÍLIA – O embaixador Celso Amorim afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil deve se preparar para o pior diante da escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, disse Celso Amorim.
Celso Amorim cita risco de alastramento
Ao explicar o que considera “o pior”, Celso Amorim mencionou a possibilidade de expansão do conflito na região.
Segundo ele, o aumento vertiginoso das tensões pode gerar efeitos em diversos países, já que o Irã historicamente fornece armamentos a grupos xiitas em outras nações.
O assessor especial afirmou ainda que conversará por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda nesta segunda-feira para tratar do tema.
Impacto na agenda com Trump
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o governo brasileiro avalia como a crise pode interferir na agenda diplomática de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Há previsão de visita de Lula a Washington entre os dias 15 e 17 de março, mas a viagem ainda não foi confirmada oficialmente.
“Estamos a poucos dias do encontro do presidente com Trump, em Washington. É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza”, afirmou Celso Amorim.
Governo pede interrupção de ações militares
O governo brasileiro já manifestou preocupação com a escalada no Oriente Médio e pediu a interrupção das ações militares na região do Golfo.
Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores no sábado (28), o Itamaraty afirmou que a situação representa grave ameaça à paz e à segurança internacionais.
Escalada do conflito
Os Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã no sábado (28). Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte-americanas no Oriente Médio.
Os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outras autoridades militares.
O conflito elevou drasticamente as tensões regionais, afetou rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e provocou centenas de mortes.
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