Congresso Nacional

Relator da PEC da Segurança estuda limitar progressão de pena para feminicídio

Deputado Mendonça Filho avalia incluir restrição na Constituição; texto pode ser votado na primeira semana de março.

Ipolítica, com informações do g1

Mendonça Filho estuda limitar progressão de pena para feminicídio.
Mendonça Filho estuda limitar progressão de pena para feminicídio. (Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

BRASIL - O relator da PEC da Segurança Pública, deputado federal Mendonça Filho (União-PE), estuda limitar — ou até mesmo extinguir na prática — o direito à progressão de pena para condenados por feminicídio. A medida pode ser incluída na última versão do relatório final da proposta.

Segundo o parlamentar, há clima na Câmara dos Deputados para que a PEC seja votada ainda na primeira semana de março. A expectativa é que o texto entre na pauta na primeira quinzena do mês.

Restrição pode entrar na Constituição

Além do feminicídio, Mendonça Filho também avalia limitar a progressão de pena para condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

A ideia é incluir a restrição diretamente na Constituição Federal do Brasil, com o objetivo de dificultar que a regra seja derrubada futuramente em eventual julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o deputado, a previsão constitucional seria necessária para dar maior segurança jurídica à norma, que hoje está prevista em legislação infraconstitucional.

O que é progressão de pena

A progressão de pena é o direito de presos condenados passarem para um regime mais brando de cumprimento da pena após atenderem a requisitos como:

  • tempo mínimo de pena cumprido;
  • bom comportamento carcerário;
  • cumprimento das exigências legais previstas na execução penal.

É com base nesses critérios que um condenado pode, por exemplo, sair do regime fechado para o semiaberto.

PL Antifacção também trata do tema

Outro projeto em análise na Câmara, conhecido como PL Antifacção, já prevê restrições à progressão de pena para integrantes de organizações criminosas armadas, como facções e milícias.

A proposta estabelece que, em casos envolvendo membros de organizações criminosas e crimes como lavagem de dinheiro, o direito à progressão pode ser limitado a até 85% do cumprimento da pena.

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