Cenário Eleitoral

Carlos Bolsonaro reage a Valdemar e diz que decisões no PL estão “desencontradas”

Filho de Jair Bolsonaro afirma que ex-presidente elabora lista de pré-candidatos, após presidente do PL dizer que governadores são definidos pelo partido.

Ipolítica, com informações de O Globo

Atualizada em 23/02/2026 às 14h46
Carlos Bolsonaro reage a Valdemar e diz que decisões no PL estão “desencontradas”.
Carlos Bolsonaro reage a Valdemar e diz que decisões no PL estão “desencontradas”. (Divulgação)

BRASIL - O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) reagiu às declarações do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, sobre a definição de candidaturas para os governos estaduais. Segundo Carlos, as falas indicam que “as coisas estão meio desencontradas”.

A declaração ocorre após Valdemar afirmar que cabe ao partido decidir os candidatos aos governos estaduais, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro indicaria apenas nomes ao Senado. Carlos, por sua vez, sustenta que o pai elabora uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras articulações políticas consideradas relevantes.

Divergência sobre definição de candidatos no PL

Em entrevista ao portal Poder360, Valdemar afirmou que a indicação para o Senado sempre foi uma atribuição de Bolsonaro, mas que as definições para os governos estaduais são responsabilidade do partido.

“Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros”, declarou o dirigente partidário.

No domingo, Carlos Bolsonaro contestou a interpretação de que a família estaria tentando centralizar decisões e afirmou que já havia entendimento de que o ex-presidente apresentaria uma relação de nomes que apoia.

“Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar!”, escreveu.

Bolsonaro cumpre pena no DF

Carlos visitou o pai no sábado, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), onde Bolsonaro cumpre pena desde 15 de janeiro. A transferência ocorreu por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde a transferência para a unidade prisional, o local tem sido apontado por aliados como espaço de articulação política, onde cenários estaduais, alianças e estratégias eleitorais são debatidos.

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