Convocação

Comissão pode convocar ministros para esclarecer repasses a escolas de samba

Responsável pelos pedidos, o senador Dr. Hiran (PP-RR) questiona o interesse público da destinação dos recursos.

Agência Senado

Comissão pode convocar ministros Apara esclarecer repasses a escolas de samba
Comissão pode convocar ministros Apara esclarecer repasses a escolas de samba (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

BRASÍLIA - A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) pode convocar três ministros do governo federal para esclarecerem repasses públicos a escolas de samba para o Carnaval no Rio de Janeiro. Os senadores devem votar os requerimentos de convocação nesta terça-feira (24), às 10h.

Responsável pelos pedidos, o senador Dr. Hiran (PP-RR) questiona o interesse público da destinação dos recursos. Ele propõe ouvir:

  • o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano (REQ 7/2026 - CTFC); 
  • o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira (REQ 6/2026 - CTFC); 
  • a ministra da Cultura, Margareth Menezes (REQ 8/2026 - CTFC). O parlamentar também propõe convite ao diretor-presidente da Embratur, Marcelo Freixo (REQ 5/2026 - CTFC), para falar sobre os critérios técnicos e a fiscalização dos repasses.

 

Dr. Hiran afirma nos documentos que 12 agremiações receberam R$ 12 milhões do Poder Executivo em 2026. A transferência ocorreu por meio de acordo de cooperação entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). 

Curso de medicina

A CTFC também pode votar na terça uma proposta de fiscalização e controle (PFS 5/2025) para analisar a legalidade de processo seletivo para o curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com vagas exclusivas para beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Os alunos (que são assentados, acampados e quilombolas, entre outros) foram aprovados em 2025 para integrar uma turma especial do curso.

“Observa-se possível afronta ao princípio da universalidade do ensino”, justifica Dr. Hiran, responsável pela proposta de fiscalização, que prevê o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU) na análise.

A PFS recebeu apoio do relator, senador Marcos Rogério (PL-RO).

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