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Ministro do STJ acusado de assédio sexual recebe alta após internação

Marco Buzzi ficou internado desde 5 de fevereiro e está afastado do cargo por 90 dias.

Ipolítica, com informação do Estadão

Marco Buzzi recebe alta após internação.
Marco Buzzi recebe alta após internação. (Sergio Amaral/STJ)

BRASIL - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (18). Ele estava internado desde o último dia 5 de fevereiro. Não há informações oficiais sobre o estado de saúde do magistrado.

A internação ocorreu após o início das investigações contra o ministro por denúncias de assédio e importunação sexual.

Afastamento e licença médica

O pedido de licença médica foi apresentado um dia depois de o STJ decidir instaurar sindicância para apurar a primeira acusação, envolvendo uma jovem de 18 anos. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido na casa de praia do ministro, em Santa Catarina. O magistrado nega as acusações.

Em 10 de fevereiro, ainda internado, Buzzi solicitou afastamento do cargo por 90 dias, alegando problemas cardíacos.

Investigações em curso

O caso é apurado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio STJ também abriu sindicância para investigar os relatos.

De acordo com a denúncia, a família da jovem teria procurado ministros da Corte para relatar que a vítima passava férias com os pais e a família do ministro, em imóvel localizado em Santa Catarina, quando ele teria tentado agarrá-la à força.

Outra mulher que trabalhou com o magistrado relatou fatos semelhantes aos do primeiro caso. Os dois processos tramitam sob sigilo no CNJ.

Defesa do ministro

Os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, responsáveis pela defesa, afirmam que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio”.

Em nota, a defesa declarou que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido” e que “tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas”.

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