escala 6x1

Fim da escala 6x1 pode avançar no Congresso ainda no primeiro semestre, diz Gleisi

Governo estuda enviar projeto para unificar propostas sobre jornada de trabalho e aposta em apoio popular para aprovação.

Ipolítica, com informações de Agência Brasil

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann
Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (Foto: Agência Senado)

BRASIL - O fim da escala 6x1 é prioridade do governo federal em 2026 e pode avançar no Congresso ainda no primeiro semestre. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (28) pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que afirmou que o Executivo avalia enviar um projeto para unificar as propostas já em tramitação sobre o tema.

Segundo Gleisi, a expectativa é de que o texto seja apreciado com rapidez pelo Legislativo, diante do apoio popular e da sensibilidade de parlamentares à pauta trabalhista.

Governo defende qualidade de vida e apoio popular

Ao comentar o fim da escala 6x1, a ministra destacou que a medida está alinhada às ações recentes do governo voltadas à valorização do trabalhador.

“Depois do presidente ter feito a correção do salário mínimo por aumento real, ter conquistado mais empregos e garantido isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, está na hora de cuidar da qualidade de vida do povo brasileiro”, afirmou.

Gleisi ressaltou que a atual jornada afeta principalmente as mulheres, que acumulam trabalho formal e responsabilidades domésticas.

“Não é possível que as pessoas tenham apenas um dia por semana para descansar e resolver questões pessoais. Isso impacta diretamente a vida das famílias”, disse.

Apoio no Congresso e setores produtivos

De acordo com a ministra, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, é favorável à discussão do tema. Para o governo, a articulação política será fundamental para garantir a aprovação do projeto que trata do fim da escala 6x1.

Gleisi comparou a proposta à aprovação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, que passou por unanimidade no Congresso.

Entre os argumentos apresentados pelo governo estão:

  • apoio majoritário da opinião pública;
  • impacto positivo na saúde e bem-estar dos trabalhadores;
  • exemplos de setores produtivos que já adotam escalas diferenciadas, como a indústria.

Outras prioridades do governo no Ano Legislativo

Com a retomada dos trabalhos do Congresso em 2 de fevereiro, o governo federal também elencou outras pautas prioritárias para 2026, além do fim da escala 6x1:

  • acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia;
  • regulamentação do trabalho por aplicativos;
  • PEC da Segurança Pública;
  • projeto de lei antifacção;
  • medidas provisórias como o Gás do Povo e o Redata, voltado à tributação de datacenters.

Veto à dosimetria e pacto contra o feminicídio

Gleisi afirmou ainda que o governo trabalha para manter o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, que prevê redução de penas para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

“Esse processo de responsabilização é pedagógico e essencial para a democracia”, disse.

A ministra também anunciou que os Três Poderes devem assinar, em 4 de fevereiro, um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio, uma das prioridades do governo Lula.

Emendas parlamentares e relação com o Congresso

Sobre as emendas parlamentares, Gleisi afirmou que o tema está pacificado. O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões, sendo R$ 37,8 bilhões em emendas impositivas.

Segundo a ministra, o governo pretende antecipar o pagamento de ao menos 65% dessas emendas até julho, desde que sejam transferências diretas ou fundo a fundo.

Banco Master e investigações

Durante a entrevista, Gleisi também comentou as investigações envolvendo o Banco Master. Segundo ela, há tentativa da oposição de associar o governo às fraudes investigadas pela Polícia Federal.

A ministra negou irregularidades e afirmou que o presidente Lula determinou rigor na apuração dos fatos.

“O governo tem sido firme na investigação, seja pelo Banco Central, seja pela Polícia Federal”, afirmou.

As investigações da Operação Compliance Zero apuram fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos e a tentativa de compra do banco pelo BRB.

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