BRASIL - O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que respeitará a decisão do PSD caso não seja escolhido como candidato do partido à Presidência da República nas eleições deste ano. Recém-filiado à legenda, Caiado disse que o partido terá um nome próprio na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Temos a certeza absoluta de que teremos um candidato à Presidência da República”, afirmou Caiado em entrevista à GloboNews, concedida nesta quarta-feira (28), ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Definição interna no PSD
Segundo Caiado, a escolha do candidato ocorrerá por meio de um processo interno, sem a realização de prévias partidárias. Ele garantiu que aceitará o resultado, mesmo que não seja o indicado.
“Há uma vaga. Temos três grandes pretendentes. Com isso, nos submeteremos a uma escolha que será respeitada. Aquele que for indicado terá o apoio dos demais”, declarou o governador, reforçando o compromisso com a unidade do partido.
Além de Caiado, disputam espaço internamente o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, ambos filiados ao PSD.
Processo sem prévias
Eduardo Leite confirmou que o PSD adotará um modelo de decisão baseado no diálogo entre as lideranças, descartando a realização de prévias.
“Haverá um processo interno, sem prévias, por meio da discussão e do entendimento sobre a candidatura que melhor encontre espaço junto aos eleitores”, afirmou Leite.
Ratinho Júnior também defendeu a decisão interna e informou que será criado um conselho partidário para definir o nome que disputará a Presidência.
“A política é muito dinâmica. Em meados de abril, por meio de um conselho, decidiremos, sem disputa interna”, disse o governador paranaense.
Troca de partido e cenário eleitoral
Caiado anunciou sua filiação ao PSD na noite de terça-feira (27), após deixar o União Brasil. Segundo ele, a decisão teve relação direta com o cenário eleitoral e com a estratégia da legenda para 2026.
O governador afirmou que a saída não foi motivada por divergências envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem disse ter conversado recentemente. Para Caiado, ampliar o número de candidaturas no primeiro turno é uma estratégia para enfrentar o PT.
Centro-direita e polarização
De acordo com Caiado, o PSD busca construir uma frente de centro-direita que dialogue com outras lideranças do campo político, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o próprio Flávio Bolsonaro.
Ratinho Júnior afirmou que o projeto do partido pretende se apresentar como alternativa à polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A polarização virou um Fla-Flu político que não tem trazido benefícios à população”, avaliou.
Tarcísio fora da disputa
Eduardo Leite disse ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem o respeito do PSD, mas deve disputar a reeleição ao governo estadual.
“Tarcísio buscará a reeleição, o que é legítimo e compreensível”, afirmou.
Apesar disso, Leite destacou que o partido mantém diálogo aberto com outras lideranças políticas.
“Todos que tiverem disposição de se reunir em torno de uma pauta comum estarão convidados a se somar”, concluiu.
Saiba Mais
- Brandão terá dificuldade de compor chapa palaciana se tiver o apoio de Lula
- Presidente do TSE alerta para aumento de desinformação nas eleições
- Cármen Lúcia aponta IA e desinformação como desafios para eleições de 2026
- Ano eleitoral começa com novo desenho de blocos partidários no Senado
- Ano eleitoral não impede políticas públicas, mas encurta ritmo dos governos e do Congresso
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.