eleições 2026

Haddad alfineta governadores de direita e chama adversários de Lula de “acanhadinhos”

Ministro da Fazenda diz que presidente é insubstituível no cenário internacional e minimiza força da oposição para 2026

Ipolítica, com informações de O Globo

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Valter Campanato / Agência Brasil)

BRASIL - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alfinetou possíveis adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 e afirmou que governadores de direita que se colocam como pré-candidatos são “muito acanhadinhos” diante do petista. A declaração foi dada em entrevista ao UOL News e reforça o discurso de que Lula segue como a principal liderança política do campo progressista.

Segundo Haddad, o atual presidente tem uma visão ampla sobre o cenário internacional e a nova geopolítica global, algo que, na avaliação dele, não é observado nos possíveis rivais.

“Na minha opinião, o grande tema é, diante da nova geopolítica internacional, qual é a pauta de desenvolvimento que o Brasil pode ter. Nesse particular, o Lula é meio insubstituível. Os adversários dele são muito acanhadinhos, não têm uma visão do que está acontecendo no mundo”, afirmou o ministro.

Críticas à oposição de direita

Sem citar nomes diretamente, Haddad direcionou as críticas a governadores que vêm sendo apontados como alternativas da direita para a disputa presidencial. Entre eles, estão:

  • Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná;
  • Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;
  • Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás;
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, citado por lideranças do Centrão.

De acordo com Haddad, esses nomes não demonstram capacidade de dialogar com os desafios internacionais enfrentados pelo Brasil.

“É uma visão muito pequena do Brasil, muito tacanha, um pessoal sem traquejo para enfrentar o desafio internacional que está sendo colocado”, disse.

O ministro também afirmou não enxergar nenhum opositor capaz de ultrapassar as fronteiras do próprio estado e criticou o que chamou de “velha agenda” da direita, baseada na venda de estatais e no congelamento de salários.

Lula e o cenário eleitoral

Durante a entrevista, Haddad voltou a elogiar o papel de Lula na construção do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacando a relevância do presidente nas relações internacionais. Para ele, esse protagonismo reforça a posição de Lula como figura central no debate político nacional.

Questionado sobre uma eventual candidatura própria, Haddad afirmou que qualquer decisão será tomada após diálogo com o presidente. Ele sinalizou que pode deixar o comando do Ministério da Fazenda até fevereiro e demonstrou interesse em colaborar na elaboração do plano de governo de um possível novo mandato de Lula.

Esquerda sem Lula

Ao comentar o futuro da esquerda, Haddad reconheceu que não haverá um sucessor com as mesmas características de Lula, que completou 80 anos e pode disputar um quarto mandato. Ainda assim, afirmou que o legado do presidente deve servir de base para a continuidade do projeto político do PT.

“É uma figura que você não vai, nesse sentido, ter um sucessor. Outra figura como o Lula, que o substitua, não vai acontecer. O melhor que pode acontecer para a esquerda é pegarmos o legado do presidente Lula, fazermos sempre uma avaliação crítica, de erros e acertos. Mas mantendo uma tradição de compromisso com esses princípios, que eu penso que pode manter viva a chama do PT”, declarou.

Por fim, Haddad avaliou que a economia não será o principal fator decisivo nas eleições, destacando que temas como segurança pública e combate à corrupção ganharam espaço no debate eleitoral.

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