BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso com tom eleitoral nesta sexta-feira (16), ao participar de um evento na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, que marcou os 90 anos do salário mínimo. Durante a fala, Lula demonstrou preocupação com a disseminação de fake news nas eleições e afirmou que, se seus apoiadores não estiverem atentos, “a mentira vencerá a verdade”.
No terceiro mandato, Lula é pré-candidato à reeleição e deve enfrentar um cenário de forte polarização no pleito de outubro, semelhante ao observado em 2022.
Críticas às redes sociais e aos algoritmos
Ao abordar o tema das eleições, Lula criticou o uso excessivo das redes sociais e o poder dos algoritmos na formação de opinião política.
Segundo o presidente, é preciso atenção redobrada para evitar que conteúdos falsos tenham mais alcance do que informações verdadeiras.
“Não podemos ficar reféns do algoritmo. É preciso lembrar que vai ter uma eleição. Se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade”, afirmou.
Lula também ironizou o número de seguidores de influenciadores digitais e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar a popularidade nas redes.
"Não vejo um professor de matemática com quatro milhões de seguidores, mas, se um influencer tiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões de seguidores, Bolsonaro tinha 30 milhões", emendou, arrancando risos da plateia.
Inteligência artificial e alerta às mulheres
Durante o discurso, o presidente também comentou sobre os riscos do uso indevido da inteligência artificial, defendendo a necessidade de regulação das plataformas digitais.
Lula fez um alerta específico às mulheres, citando a possibilidade de manipulação de imagens por ferramentas de IA. A declaração ocorre em meio a debates recentes sobre o uso de inteligência artificial para criar imagens falsas, inclusive envolvendo mulheres e menores de idade.
Críticas às apostas online
Outro tema abordado pelo presidente foram as bets, plataformas de apostas esportivas online. Lula criticou a facilidade de acesso aos jogos de azar, especialmente para crianças e adolescentes.
Apesar das críticas, o presidente elogiou a regulamentação do setor e destacou a importância da cobrança de impostos e do controle das atividades.
“O cassino entrou dentro de casa. A criança pega o celular do pai e joga. Estou vendo o Banco Central trabalhar para que essa gente pague, pelo menos, imposto nesse país”, afirmou.
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