BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, um evento em memória aos atos golpistas ocorridos há três anos, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. A ação teve como objetivo pressionar por um golpe militar após o resultado das eleições de 2022.
A iniciativa da Corte busca reforçar a importância da preservação da democracia e da memória institucional. O evento recebe o nome de “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer” e contará com atividades culturais, debates e exposições ao longo do dia.
Programação inclui exposição, documentário e debates
A programação terá início no começo da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, que será exibida no Espaço do Servidor, dentro do STF. A mostra destaca o trabalho de recuperação dos prédios públicos após os ataques.
Na sequência, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, no Museu do STF. O filme aborda os impactos dos atos antidemocráticos e o processo de reconstrução das instituições atingidas.
Imprensa e especialistas participam das discussões
Ainda no Museu do STF, está prevista uma roda de conversa com jornalistas para discutir o papel da imprensa na cobertura dos atos golpistas e na defesa da democracia. O encerramento ocorre com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre da Corte.
A proposta do evento é promover reflexão pública sobre os acontecimentos e reforçar o compromisso das instituições com o Estado Democrático de Direito.
Fachin classifica atos como tentativa de golpe de Estado
Durante cerimônia realizada neste ano para lembrar os dois anos do 8 de janeiro, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os ataques representaram a “face visível” de um movimento organizado para tentar um golpe de Estado.
Segundo Fachin, recordar a data com a gravidade necessária é fundamental para preservar a memória histórica. “Relembrar esta data constitui um esforço para virar a página, mas sem arrancá-la da história”, declarou o ministro.
Escalada golpista começou após eleições de 2022
Os atos golpistas tiveram início logo após a divulgação do resultado das eleições presidenciais, em 30 de outubro de 2022. Grupos passaram a pedir intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Houve bloqueio de rodovias em diversas regiões do país e a instalação de acampamentos em frente a quartéis. A escalada de violência incluiu a tentativa de explosão de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal.
Próximos passos do processo
Após investigações, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A Corte concluiu que houve uma conspiração para anular o resultado eleitoral e manter Bolsonaro no poder após a derrota em 2022.
De acordo com a decisão, o ex-presidente tentou convencer comandantes militares a aderirem a um golpe de Estado. As condenações integram o conjunto de ações judiciais que buscam responsabilizar os envolvidos nos ataques à democracia brasileira.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.