REFORMAS

Governo não revogará reformas trabalhista e previdenciária, diz Alckmin

Vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio disse que o caminho agora é caminhar avançar para reforma tributária.

Ipolitica

- Atualizada em 16/01/2023 às 17h05
Lula não revogará reformas trabalhista e previdenciária, diz Alckmin
Lula não revogará reformas trabalhista e previdenciária, diz Alckmin (Valter Campanato / Agência Brasil)

BRASÍLIA- Nesta segunda-feira (16), o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin afirmou que o presidente Lula não revogará as reformas trabalhista e previdenciária já aprovadas no Congresso Nacional. Ele ainda disse que o próximo passo será realizar a reforma tributária. 

"Foi feita a reforma trabalhista, o presidente Lula tem colocado, não vai revogar nem trabalhista nem previdenciária, o que você pode é aprimorar, até porque o mundo é rápido, é dinâmico", declarou Alckmin durante uma reunião com a diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na sede da entidade na capital paulista.

"O caminho é avançarmos na terceira reforma feita a trabalhista e a previdenciária é a reforma tributária. E aí o papel da sociedade civil organizada será fundamental para a gente poder caminhar", acrescentou

Em seu discurso no início da reunião da entidade, Alckmin também destacou oportunidades de investimento em infraestrutura para melhorar a logística, assim como na área que chamou de "economia verde".

Durante a campanha, Lula fez várias críticas às reformas aprovadas nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Aliados do presidente cobram a revogação das duas reformas durante o governo de transição, mas a equipe de Lula demonstrou que não atenderia aos pedidos. 

Ao falar da reforma trabalhista na época o atual presidente chegou a comparar as novas regras com o período da escravidão. “Lamentavelmente, o que eles fizeram foi a destruição dos direitos conquistados, oferecendo ao trabalhador o ‘nada’. Oferecendo ao trabalhador um emprego intermitente; a ideia de empreendedorismo, como se você entregar comida em uma moto, uma bicicleta, fosse empreendedorismo. Não tem descanso semanal remunerado, não tem férias, 13º, Natal, Ano Novo. Ou seja, nós voltamos quase que a um tratamento do tempo da escravidão”, afirmou Lula em uma entrevista durante a campanha eleitoral no ano passado.


 

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