ALIMENTOS

Custo da cesta básica já alcança 61% do salário mínimo líquido

Segundo o Dieese, em abril o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em todas as capitais.

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O óleo de soja foi um dos produtos que registrou aumento em todas as capitais, entre março e abril
O óleo de soja foi um dos produtos que registrou aumento em todas as capitais, entre março e abril (Divulgação)

BRASIL - De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo da cesta básica já alcança 61% do salário mínimo líquido, já descontado 7,5% referente à Previdência Social. Esse custo referente a abril é bem maior que em março, quando o percentual foi de 58,57% do rendimento para adquirir os produtos alimentares básicos. Em abril de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 54,36%.

Os dados do Dieese informam ainda que em abril de 2022, o tempo médio necessário para o trabalhador assalariado adquirir os produtos da cesta básica foi de 124 horas e 8 minutos, maior do que o registrado em março, de 119 horas e 11 minutos. Também é superior ao observado em abril de 2021, quando a jornada necessária ficou em 110 horas e 38 minutos. 

Em abril, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em todas as capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre março e abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%). 

O óleo de soja registrou aumento em todas as capitais, entre março e abril. As variações oscilaram entre 0,50%, em Vitória, e 11,34%, em Brasília. Os altos preços internacionais e a elevada demanda externa pelo produto pressionaram as cotações no varejo.  

O preço do quilo do pão francês subiu em todas as cidades, entre março e abril. Houve redução da oferta de trigo no mercado externo, por causa do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, e, internamente, a valorização do dólar em relação ao real fez com que o produto importado chegasse mais caro ao país. As altas mais expressivas foram observadas em Campo Grande (11,37%), Aracaju (9,70%) e Porto Alegre (7,07%). Também a farinha de trigo, coletada na região Centro-Sul, apresentou elevações significativas em quase todas as capitais, com destaque para as taxas de Belo Horizonte (11,08%), Porto Alegre (10,07%) e Brasília (9,54%). 

Leite integral 

O leite integral registrou aumento de preços em 17 cidades, em abril. As maiores elevações ocorreram em Florianópolis (15,57%), Curitiba (14,15%), Porto Alegre (13,46%) e Aracaju (11,31%). A manteiga também apresentou alta em todas as capitais, em abril, com elevações que variaram entre 0,61%, em Fortaleza, e 6,92%, em Curitiba. A menor oferta no campo, decorrente dos altos custos de produção - medicamentos, adubos, milho, soja e combustíveis - e a disputa das indústrias de laticínios pela matéria-prima elevaram o valor dos derivados lácteos no varejo.

O valor médio da farinha de mandioca, pesquisada no Norte e no Nordeste, subiu em quase todas as cidades. As maiores variações foram registradas em Natal (7,76%) e Fortaleza (3,73%). A única queda ocorreu em João Pessoa (-1,57%). Com menor oferta da raiz e maior demanda das processadoras, o valor apresentou alta no varejo. 

Já o preço médio do arroz agulhinha aumentou em 16 capitais. As altas oscilaram entre 0,17%, em João Pessoa, e 10,24%, em Curitiba. A retração foi registrada em Campo Grande (-2,70%). Mesmo com o avanço da colheita em abril e a oferta maior, os preços no varejo seguiram a tendência de valorização da cotação internacional do grão.

 

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