Sem manifestações

Ministro do TSE determina veto a manifestações política no Lollapalooza

Decisão de Raul Araújo é monocrática e ocorre após manifestação de Pabllo Vitar a favor do ex-presidente Lula e contra Jair Bolsonaro

Imirante, com informações do G1

- Atualizada em 27/03/2022 às 18h30
Pabllo Vitar se manifestou no festival a favor do ex-presidente Lula e contra o presidente Jair Bolsonaro
Pabllo Vitar se manifestou no festival a favor do ex-presidente Lula e contra o presidente Jair Bolsonaro (Divulgação)

BRASIL - O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o Lollapalooza vede manifestações eleitorais por parte dos músicos que ainda vão se apresentar no festival. Este domingo, 27, é o último dia de atrações.

A decisão do ministro é monocrática. Ele acolheu um pedido do PL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, que acionou o TSE após manifestações dos artistas Pabllo Vittar e Marina no palco do festivial, na sexta-feira, 25, a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Defiro parcialmente o pedido de tutela antecipada formulada na exordial da representação, no sentido de prestigiar a proibição legal, vedando a realização ou manifestação de propaganda eleitoral ostensiva e extemporânea em favor de qualquer candidato ou partido político por parte dos músicos e grupos musicais que se apresentem no festival", diz trecho da decisão do minsitro.

Ele estipulou multa de R$ 50 mil para o festival para cada vez que a determinação for desobedecida.

Alegações

Na ação do PL, os advogados do partido alegaram que, durante as primeiras apresentações, os artistas Pabllo Vittar e Marina se manifestaram a favor de Lula e contra Bolsonaro, o que, afirmam, configuraria uma propaganda eleitoral antecipada, o que não é permitido por lei.

"A manifestação política realizada em evento de responsabilidade da representada fere inúmeros dispositivos legais, conforme restará demonstrado, razão pela qual se faz imperiosa a intervenção desta Especializada", afirmam os advogados do PL.

Eles argumentam que a suposta propaganda irregular foi levada ao conhecimento de número "altíssimo" de eleitores, o que justificaria uma decisão cautelar (urgente).

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