Contra fraudes

Projeto de Edilázio torna obrigatória autodeclaração de cor em eleições

Objetivo, explica o parlamentar, é evitar fraudes em campanhas políticas.

IMIRANTE.COM

Atualizada em 26/03/2022 às 18h50
Edilázio destacou que a sociedade já observou fraudes do tipo em concursos
Edilázio destacou que a sociedade já observou fraudes do tipo em concursos (Agência Câmara)

Um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD) na Câmara dos Deputados estabelece a autodeclaração de cor como documento indispensável ao pedido de registro de candidatura (PL 4212/21) para as eleições.

O objetivo, explica ele, é evitar fraudes em campanhas políticas. “Minha proposta busca evitar que candidatos brancos tentem fraudar a regra e o incentivo de políticas públicas de inclusão de candidatos negros”, justifica Edilázio.

O projeto acrescenta dois parágrafos à Lei das Eleições (9.504, de 30 de setembro de 1997): um diz que o candidato deve apresentar uma autodeclaração de cor assinada por ele; e outro diz que o documento é obrigatório para o registro da candidatura.

Concursos públicos - O deputado afirma que a sociedade já observou fraudes em concursos públicos, onde brancos e pardos se autointitulam negros para concorrerem às vagas destinadas à política de cotas raciais, o que, segundo o parlamentar, fere o princípio de legalidade e de legitimidade da competição.

Edilázio lembra que a Emenda Constitucional 111, de 28 de setembro de 2021, estabeleceu que, no que se refere à distribuição entre os partidos políticos dos recursos do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 a 2030 serão contados em dobro.

Dados do IBGE
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, a candidatura de pessoas brancas aos cargos de deputado federal representou 9,7% e superou a marca de R$ 1 milhão em investimento. Já a candidatura de pessoas pretas e pardas foi de apenas 2,7%.

“Há uma preocupação de que, com as novas regras, partidos políticos lancem candidatos laranjas, como já acontece com a cota feminina”, explica Edilázio.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.