Tráfico de pessoas

Após resgate de maranhenses em MG, Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão por tráfico de pessoas

Segundo a investigação, vítimas eram enganadas e trabalhavam em condição análoga a de escravo.

Imirante.com, com informações da Polícia Federal

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h01
Operação da PF deflagrada nesta quinta-feira. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Operação da PF deflagrada nesta quinta-feira. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

MINAS GERAIS - A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (16), nas cidades de Igarapava (SP) e Sacramento (MG). A operação Dominica Potestas visa reprimir crimes como tráfico de pessoas e redução a condição análoga a de escravo.

A investigação iniciou-se a partir do resgate de 24 maranhenses no município de Delta (MG), em março deste ano, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais. Conforme apurado, as vítimas foram enganadas pelos investigados e outras pessoas ainda não identificadas quanto às condições de trabalho, moradia e salário, dessa forma convencidas a saírem de suas casas no interior do Maranhão para irem trabalhar em local a quase 2.500 km de distância.

Segundo a Polícia Federal, além das condições indignas do alojamento, no local de trabalho não havia banheiro, o fornecimento de água era racionado, alguns trabalhadores apenas faziam uma refeição por dia por falta de dinheiro, entre outros fatos que conjuntamente configuram a submissão das vítimas a condições de trabalho análogas a de escravo diante da jornada exaustiva, ambiente de trabalho e moradia degradantes, assim como restrição de locomoção em razão de dívidas contraídas com os suspeitos tanto no momento da contratação, como no curso do contrato de trabalho.

PF cumpre mandados de busca e apreensão em MG e SP. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
PF cumpre mandados de busca e apreensão em MG e SP. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

Após representação da Polícia Federal no Maranhão, foram expedidos mandados de busca e apreensão em desfavor dos investigados, com a finalidade de apreender computadores, mídias e quaisquer outros materiais relacionados aos fatos apurados.

Os suspeitos poderão responder, de acordo com a PF, por crimes como tráfico de pessoas (art.149-A do Código Penal) e redução a condição análoga a de escravo (art.149 do Código Penal). As penas podem chegar a 16 anos de reclusão.

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