Fake news

Ministério da Saúde diz que feijão de pastor não cura Covid-19

Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, anunciou falsa cura para doença em vídeos no YouTube.

Imirante.com

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h07
Ministério da Saúde diz que feijão de Valdemiro Santiago não cura Covid-19.
Ministério da Saúde diz que feijão de Valdemiro Santiago não cura Covid-19. (Foto: Reprodução / YouTube)

BRASIL - O Ministério da saúde publicou nessa sexta-feira (12), a pedido do MPF (Ministério Público Federal), um alerta de que é falso que exista um tipo de feijão que possa curar a Covid-19.

O pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, foi o responsável por propagar a fake news, por meio de vídeos publicados no YouTube. O religioso afirma nas gravações que venderia por R$ 1.000,00 as sementes que poderiam curar a doença causada pelo novo coronavírus.

"O Ministério da Saúde informa que não há, até o momento, produto, substância ou alimento que garante a prevenção ou tratamento do coronavírus", escreveu a pasta em seu site. "Conforme determinação do MPF, o Ministério da Saúde esclarece que é falso que o plantio de sementes de feijão, comercializados pelo líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, leva à cura ou serve para prevenção da Covid-19", informou o ministério.

A mensagem sobre "feijão que cura coronavírus" do Ministério da Saúde é acompanhada de um selo que adverte: "Isto é Fake News! Esta notícia é falsa - Não divulgue".

Os vídeos de Valdemira Santiago foram excluídos do YouTube após pedido feito pela MPF, que pediu ao ao Ministério Público do Estado de São Paulo que apure um possível crime de estelionato.

Responsável pela plataforma, o Google disse que preserva os arquivos e os dados de acesso das publicações, que poderão ser utilizados em possíveis ações judiciais contra os autores.

"Os vídeos buscavam induzir os fiéis a adquirirem produtos cujo poder de cura prometido não existe e divulgavam o suposto caso concreto de uma pessoa que havia se recuperado da doença a partir do cultivo do feijão. Alegou-se, inclusive, que o episódio estaria amparado em um atestado médico", afirmou o MPF, em nota.

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