RIO DE JANEIRO - Cada grupo de quatro consultórios de perícia médica terá um posto de vigilância. O presidente do INSS, Marco Antonio de Oliveira, anunciou nesta sexta, em caráter de urgência, reforço de vigilância em todas as 1.400 agências do País. A ordem aos gerentes é a de que providenciem termos em seus contratos de segurança ou façam novo processo de licitação para contratar mais seguranças. Essa é mais uma resposta do Ministério da Previdência à Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que organiza hoje assembléia no Rio para avaliar as medidas e decidir se a categoria entra em greve por tempo indeterminado.
Os médicos estão mobilizados há um ano no pedido de medidas de segurança, apresentando uma série de casos de agressões graves aos profissionais . Em oito meses, dois peritos foram assassinados. Além das medidas de segurança, eles pedem uma campanha nacional de esclarecimento, que o governo concordou em fazer, mostrando que o perito não avalia se o trabalhador está ou não doente, mas se tem condições de trabalhar.
Há uma semana, o ministro Luiz Marinho reafirmou que já havia determinado a aceleração da instalação de equipamentos de segurança em todas as 1.400 unidades de atendimento, com vigilância eletrônica, com alarme e gravação de imagens. O ministro virá ao Rio na terça-feira para inaugurar agências já adaptadas no Centro, Copacabana e São Gonçalo.
O ministério tem outra preocupação: o número de auxílios-doença acidentários concedidos por mês triplicou desde janeiro — que registrou a concessão de 10.363. No mês passado, foram 32.900, alta de 217%. O aumento seria uma conseqüência da correlação da doença do trabalhador à categoria — nexo-epidemiológico. Para o trabalhador, o acidentário assegura depósito do FGTS durante o afastamento e um ano de estabilidade na volta ao trabalho .
Estudo do Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou pesquisa nesta sexta que atribui o crescimento “expressivo” da concessão de auxílios-doença entre 2000 e 2006 às mudanças da primeira reforma da Previdência, em 1998. Para os pesquisadores a causa é o aumento da idade em que os contribuintes se aposentam — pelo tempo exigido ou para obter benefício maior devido ao fator previdenciário.
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