BRASÍLIA - O deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) e mais três parlamentares retiraram seus nomes do requerimento que pede a criação da CPI da Navalha. Com isso, o requerimento passou a contar com 167 assinaturas --menos que as 171 necessárias para determinar a instauração da comissão de investigação.
Além de Clodovil, também retiraram seus nomes do requerimento os deputados Edigar Mão Branca (PV-BA), Ribamar Alves (PSB-MA) e Vinícius Carvalho (PT do B-RJ).
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), integrante do grupo que defendia a criação da CPI para investigar a máfia das obras, já admite que não há mais chances de tentar instalar a comissão com a participação da Câmara.
O grupo queria criar uma CPI mista --para isso era necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. No Senado, o grupo conseguiu coletar 30 assinaturas. Mas sem a dos deputados, não dá para criar a CPI mista.
Ontem, o grupo fez a segunda tentativa de criação da CPI com a apresentação de novo protocolo de requerimento. O grupo esperava ter conseguido 172 assinaturas com as adesões dos deputados Paulo Tóffano (PV-SP) e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, (PDT-SP) --cuja assinatura anterior não foi reconhecida pelos técnicos da Câmara.
Mas a contagem mostrou que havia 171 assinaturas, pois o deputado Lindomar Garçon também havia retirado seu nome do requerimento.
Na semana passada, o grupo protocolou o primeiro pedido de criação de CPI. Só que a contagem de assinaturas mostrou que havia duas a menos de deputados do que o necessário. A Mesa Diretora ampliou o prazo para recolhimento de assinaturas.
O grupo pró-CPI diz que esperava pela retirada de nomes porque os deputados da base enfrentam forte pressão do Planalto para não viabilizar a investigação.
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