BRASÍLIA - Após passar seis dias preso na Superintendência Polícia Federal (PF), em Brasília, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB) foi liberado por volta das 23h30 da última terça-feira (22). Na saída, recebeu o apoio de correligionários e também enfrentou o protesto de um manifestante contra a corrupção. O parlamentar deixou o prédio da PF em comboio com amigos e familiares e foi recebido com festa em casa.
O deputado garantiu que vai prestar
esclarecimentos à ministra Eliana Calmon, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele disse ainda que quer prestar esclarecimentos aos deputados na tarde desta quarta-feira (23). "Depois, vou convocar uma coletiva e responder todas as perguntas que a imprensa achar conveniente. Quero apresentar argumentos, fatos e provas para contrapor e provar, de forma inequívoca, a minha inocência”, disse Pedro Passos.
O distrital foi liberado por decisão do Supremo Tribunal Federal, que concedeu uma liminar. Segundo a defesa do deputado, ele fica em liberdade até que seja votado o mérito do habeas corpus, uma decisão definitiva.
A liberação de Pedro Passos ocorreu um dia depois de o ex-assessor dele, Adão Birajara, ter sido preso acusado de queimar documentos na churrasqueira da própria casa.
A defesa do deputado apresentou dez argumentos no pedido de habeas corpus, feito ao Supremo. A principal alegação é que a prisão de Pedro Passos foi ilegal. O STF questionou a prisão em flagrante, já que o crime a que o parlamentar responde teria ocorrido entre junho e setembro do ano passado. Esse foi o principal argumento da defesa acatado pela Justiça.
“O deputado foi acusado de determinadas práticas que ocorreram ano passado, em meados de 2006. Neste ano ele foi preso em flagrante. Mas, depois de decorrido um ano, não se pode falar mais em flagrante”, argumentou o advogado Herman Barbosa.
Pedro Passos é acusado de liberar dinheiro de emenda parlamentar para favorecer a construtora Gautama, em troca de propina. Em liberdade, o deputado continua respondendo a processo na Justiça e ainda nesta semana será aberta investigação também na Câmara Legislativa.
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