RIO - Os moradores de Brasília (Plano Piloto) são os que estão mais satisfeitos com o local em que moram, de acordo com o estudo Condições de Vida nas Regiões Metropolitanas e suas Implicações Econômicas, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas. O estudo foi feito em 11 regiões metropolitanas, com base nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Índice Agregado para as Regiões Metropolitanas, Brasília registrou 108,27% na percepção de qualidade de vida. Goiânia, com 27,92%, vem em segundo lugar, seguida por Porto Alegre (21,72%), Curitiba (19,88%), Belo Horizonte (15,76%) e São Paulo (8,19%). Com taxas negativas de satisfação estão Salvador (-12,49%), Rio de Janeiro (-13,91%), Fortaleza (-26,57%), Recife (-35,22%) e, por último, Belém (-79,40%).
O economista Fernando Blumenschein chamou a atenção para o fato de regiões do Norte e Nordeste estarem entre as mais mal avaliadas. "O problema metropolitano nordestino, como ele é avaliado pela sua população, parece mais agudo do que o presente nas grandes regiões metropolitanas como Rio de Janeiro e São Paulo", afirmou.
Na opinião de Blumenschein, o estudo pode ser mais um instrumento para os governos definirem políticas públicas. "É importante monitorar esses quesitos e é importante mencionar também que esses quesitos, que refletem diretamente na condição de vida, têm impactos na produtividade da mão-de-obra, sobre atração de capital para as regiões metropolitanas, e conseqüentemente, sobre a capacidade de crescimento e de emprego e renda nessas regiões. Então, é importante que as políticas públicas continuem avaliando a percepção de violência, para que possam orientar a alocação de recursos", disse.
Já o economista Ricardo Wyllie destacou outro dado da pesquisa: o fato de três cidades planejadas (Brasília, Goiânia e Curitiba) estarem entre as regiões metropolitanas mais bem colocadas. "Talvez isso esteja sinalizando a importância do planejamento urbano, principalmente quando se está medindo qualidade de vida", disse. Segundo Wyllie, esse é um dos pontos que o estudo vai aprofundar numa próxima etapa.
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