Petrobras diz estar analisando os efeitos da nova lei do Petróleo da Bolívia

Globo Online

Atualizada em 27/03/2022 às 14h45

LA PAZ e BRASIL - A Petrobras informou nesta quarta-feira que a sua diretoria está avaliando os efeitos da nova Lei do Petróleo na Bolívia, que na prática aumenta de 18% para 50% os impostos cobrados por empresas estrangeiras que atuam no setor no país.

No início da semana, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia brasileira, José Sergio Gabrielli, admitiu a possibilidade de a Petrobras rever seus investimentos em função de alteração nos contratos. Por meio do gasoduto Bolívia Brasil, a estatal brasileira importa da Bolívia uma média de 26 milhões de metros cúbicos diários, cerca de 68,4% do consumo nacional, de 38 milhões de metros cúbicos diários.

No Brasil, a empresa produz 44 milhões de metros cúbicos de gás por dia, mas parte desta produção é queimada ou reinjetada nos poços já que falta infra-estrutura para o aproveitamento e distribuição do produto.

Por outro lado, a Petrobras tem US$ 1,5 bi investido na Bolívia, sendo atualmente uma das principais empresas atuantes no país, onde emprega 11 mil pessoas direta e indiretamente. Em 2004, a estatal brasileira foi responsável por 28% da arrecadação de impostos no país vizinho, fatia equivalente a US$ 374 milhões.

Nesta terça-feira, o presidente do Congresso da Bolívia, Hormando Vaca Díez, promulgou a nova lei do país para o setor. A lei foi debatida durante mais de dez meses, nos quais intensos protestos chegaram a paralisar o país e por pouco não derrubaram o presidente Carlos Mesa.

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