Defensoria da Água revela que 15 mil comunidades estão expostas a solos contaminados

Benedito Mendonça, Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 14h48

BRASÍLIA - A Defensoria da Água (colegiado de instituições que atua em defesa da sociedade nas questões relativas ao acesso, uso e contaminação das águas) divulgou hoje (31) um relatório contendo os casos mais graves de violação de direitos humanos envolvendo 15 mil comunidades expostas a áreas com solo contaminado. O documento, que já havia sido entregue a representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 17 de março, também revela o nome de autoridades públicas e grandes empresas nacionais e multinacionais tidas pela instituição como responsáveis pela contaminação.

No relatório são apresentados casos como do Aterro Montovani e da Lagoa de Carapicuíba, no Estado de São Paulo. No Aterro, que fica em Campinas (SP), há 30 anos, 63 indústrias depositaram cerca de 500 mil toneladas de lixo tóxico numa área rural, onde vivem inúmeras comunidades. Na Lagoa de Carapicuíba, na cidade de mesmo nome, cerca de cinco milhões de toneladas de material contaminado, capaz de provocar câncer, e lixo do Rio Tietê, foram jogadas sem controle e acabaram afetando os moradores da cidade que tem 600 mil habitantes, segundo a denúncia.

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