BRASÍLIA - Problemas burocráticos de liberação de guias de exportação atrasaram a saída do Airbus Corporate Jetliner A-391, batizado de Santos Dumont - que vai substituir o antigo avião presidencial, o Boeing 707, conhecido como Sucatão -, de Hamburgo, na Alemanha. Apesar dos atrasos, o Airbus chegou ao final do dia ontem, em Toulouse, na França, onde passaria por uma última liberação burocrática para seguir para o Brasil e ser incorporado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Assim, a chegada à Base Aérea de Brasília está prevista para a madrugada de sábado, devendo ser apresentado à imprensa para divulgação ainda na manhã do mesmo dia. O avião voará de Toulouse a Brasília, sem escalas. O Airbus, que fará sua primeira viagem oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Tabatinga, no dia 19, quando irá relançar o Projeto Rondon, custou US$ 56,71 milhões e estará totalmente quitado em março, quando o governo paga a última parcela, de US$ 2,53 milhões, já liberada.
Três dos oito pilotos que se revezarão no comando do Airbus estão na Europa para trazer o novo avião que recebeu o prefixo FAB 2101 e tem as cores oficiais: a fuselagem é branca, com a inscrição FAB sobre uma barra azul. No leme traz uma faixa verde e amarela. Além das instalações presidenciais, ele tem capacidade para acomodar 40 pessoas, em poltronas de classe executiva. Dos oito pilotos que irão operar no Airbus, seis já estão formados e receberam treinamento inclusive na TAM, que irá fazer a manutenção do aparelho. Os outros dois estão concluindo o curso.
Trazendo o avião, além do futuro comandante do Grupo de Transportes Especiais (GTE), onde o avião ficará baseado, o tenente-coronel Univaldo Batista de Souza, estarão também um engenheiro aeronáutico, um piloto de provas e mais uma equipe cinco técnicos da aeronave.
O contrato de manutenção do avião foi assinado no final do ano passado, com a TAM, no valor de R$ 15,4 milhões, pelo período de cinco anos. Antes, os reparos do avião presidencial eram feitos pela Varig Engenharia e Manutenção (VEM), porque era a única habilitada a oferecer apoio técnico a Boeings.
Agora, como o modelo escolhido foi um Airbus, quem tem autorização para fazer a manutenção pela fabricante do avião é a TAM. A companhia aérea terá acompanhamento de técnicos da FAB, também conhecedores de Airbus. A manutenção do avião presidencial será feito pelo Centro Tecnológico da TAM, em São Carlos, no interior de São Paulo.
Sem festa
O governo adiou de dezembro para janeiro a chegada do avião para evitar maiores repercussões no Congresso, que ainda estava em funcionamento. O recebimento do Airbus não terá festa, já que nas Forças Aéreas do mundo inteiro há uma superstição de que "dá azar" fazer festa para receber uma nova aeronave.
Mesmo decidindo apresentar o novo avião presidencial à imprensa, não será permitido aos jornalistas entrar na aeronave para conhecê-la internamente. Um catálogo de fotografias da parte interna do avião foi feito e será apresentado aos jornalistas. Um filme oficial do avião também será apresentado para divulgação.
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