Temporal mata seis crianças em São Paulo

O Corpo de Bombeiros trabalha agora para resgatar mais duas crianças que continuam soterradas.

Globo Online/Bom Dia São Paulo/CBN

Atualizada em 27/03/2022 às 14h53

SÃO PAULO - A cidade de São Bernardo do Campo já contabiliza sete mortos em deslizamentos causados pela chuva. O Corpo de Bombeiros trabalha agora para resgatar mais duas crianças que continuam soterradas. Seis dos corpos já encontrados estavam sob os escombros de dois barracos que desabaram na Favela do Jardim Silvina. Cinco eram de crianças de até 12 anos. A sétima vítima é também uma criança: um menino de sete anos, morto num desabamento na Favela São Pedro. Outras oito pessoas, também feridas em deslizamentos, foram levadas a hospitais da região, mas não correm risco de morrer.

Na terça-feira, a Grande São Paulo registrou a pior chuva deste ano. O ABC paulista é a área mais castigada. O centro de São Bernardo do Campo ficou debaixo d'água, mas é nas encostas dos morros, onde está a população mais pobre, que estão as áreas de risco e onde ocorreu a tragédia. Embora esteja mais fraca, a chuva continua a cair sobre a região.

Dois córregos transbordaram na terça-feira em São Bernardo do Campo durante o temporal, o Ribeirão dos Couros e o Ribeirão dos Meninos. Segundo a prefeitura, os seis piscinões da região encheram e transbordaram, embora estivessem limpos. As águas dos córregos também invadiram a pista da Via Anchieta, que teve de ficar interditada por cerca de quatro horas, causando congestionamento de mais de cinco quilômetros. Foi a segunda interdição da Anchieta desde dezembro passado, quando o governador Geraldo Alckmin visitou a região e anunciou a construção de mais um piscinão em São Bernardo do Campo, Será o 16º piscinão construído pelo governo do Estado na região do ABC, desde 1995.

O novo piscinão será feito na Avenida Taboão, para reter a água do Ribeirão dos Couros. Orçado em R$ 18 milhões, o novo piscinão, denominado TC9-Taboão (Tanque de Contenção 9 - Taboão), terá capacidade para receber 400 mil metros cúbicos de água e deverá ficar pronto no início de 2006. As obras devem começar em abril.

Na capital paulista, a água tomou conta de várias ruas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou 49 pontos de alagamento, pelo menos dez deles intrasitáveis. Mais uma vez, o córrego do Aricanduva, na zona leste, transbordou e a Avenida Aricanduva foi interditada.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.