Começa hoje em Brasília o fórum nacional contra as drogas

Bom Dia Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 14h56

RIO - Começa nesta quarta-feira, em Brasília, o Fórum Nacional Contra as Drogas, em Brasília. Uma pesquisa feita em 27 capitais traça pela primeira vez o perfil dos usuários de drogas no país. Segundo o secretário nacional antidrogas, Paulo Roberto Uchôa, na noite desta quarta serão divulgados dados que ajudarão na aplicação da política contra os entorpecentes, que terá a participação de seis ministérios.

- No que diz respeito à criança e ao adolescente de rua são dados que serão utilizados a partir de agora exatamente naquelas políticas públicas, como é o caso do Ministério do Desenvolvimento Social, na parte da criança; como é o caso da Secretaria Especial de Direitos Humanos; no caso dos conselhos tutelares; como é o caso do Ministério da Educação, e é muito importante para a Educação conhecer esses dados também. São dados muito interessantes, que precisam ser trabalhados nessa área - disse Uchôa ao Bom Dia Brasil, da TV Globo.

O secretário informou que o trabalho não está voltado apenas para a prevenção do uso da droga. A redução da oferta também está sendo discutida, ou seja: a repressão ao tráfico. Ele destacou a adoção do Plano Nacional de Segurança Pública:

- Temos um trabalho muito bom que está sendo executado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que é o do entrosamento, da integração entre as polícias. Não é possível mais trabalhar de forma estanque. É um trabalho que está sendo feito, está sendo bem recebido pelos estados, e nós estamos começando a sentir os efeitos dessa integração - afirmou.

Sobre a vigilância na fronteira, dentro do combate ao tráfico, Uchôa ressaltou que as apreensões cresceram:

- Isso é indiscutível. A tecnologia já está nos ajudando. Nós temos aí o Projeto Sivam começando a mostrar resultados, mas ainda sabemos que temos uma fronteira enorme, uma fronteira seca muito grande que está precisando de vigilância. A Polícia Federal tem se empenhado, tem se equipado melhor, tem se aperfeiçoado e, por isso mesmo, começamos a apreender mais. O exemplo que vimos aí já mostra a eficácia da Polícia Federal e dos órgãos ligados à repressão no seu trabalho. Mas, com certeza, nós pagamos o ônus de ter essa fronteira enorme com nossos vizinhos que são produtores.

O secretário falou ainda sobre o projeto que trata das salas de uso seguro, onde usuários poderiam se servir das drogas com fornecimento de seringas pela secretarias de Saúde. Ele descartou a adoção do projeto.

- Não vamos misturar as coisas. A entrega de seringas é um trabalho muito sério que o Ministério da Saúde vem fazendo e buscando regulamentar a situação da redução de danos no país. Quanto às salas de uso seguro, isso aí não vai acontecer, porque a proposta do Ministério da Saúde é o trabalho em forma experimental, em nível de universidade, com controle muito rígido pelo ministério, somente para casos de extrema gravidade e, assim mesmo, está como uma idéia que ainda não foi aprovada para ser lançada no Brasil. Portanto, não está em cogitação sala de uso seguro - garantiu.

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