SÃO PAULO - Permanece o impasse em torno da greve dos bancários. A Confederação Nacional Bancários (CNB) informa que a paralisação continua em 24 capitais do país, envolvendo mais de 200 mil bancários. A CNB afirma ainda que não houve retomada de negociações com os bancos.
Os bancos privados continuam recorrendo à Justiça para garantir o mecanismo chamado interdito proibitório, que inibe a realização de piquetes nas portas das agências. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, deverá receber nesta sexta-feira, às 15 horas, o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. A informação, inicialmente negada, acabou confirmada pelo gabinete do ministro, em Brasília, e pela CNB Os sindicalistas pretendem discutir com o ministro o uso pelos bancos do "interdito proibitório", que garante a entrada e saída de clientes e funcionários das agências e, em alguns casos, com presença policial.
No estado de São Paulo, segundo levantamento da entidade, a greve abrangeria 28 regiões, incluindo a capital, com a adesão a partir desta quinta-feira da cidade de Bragança Paulista. Na capital paulista, os bancários realizam assembléia para avaliar o movimento e decidiram pela continuidade da paralisação.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) também não convocou ainda audiência de conciliação entre as partes, passo que seria anterior à instauração de dissídio para julgar o reajuste da categoria e a greve. Bancos e bancários consideram que está sendo cumprido o acerto em torno da manutenção de 70% dos serviços bancários à população. Além das agências, a população pode efetuar serviços bancários em caixas eletrônicos, pela Internet, por telefone e em correspondentes bancários, como lotéricas e postos dos Correios. A estimativa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) até terça-feira era de que apenas 6% das agências e postos de atendimento dos bancos privados tinham sido afetados pela paralisação.
O juiz Pedro Paulo Teixeira Manus, vice-presidente Judicial do TRT-SP, encaminhou ao Ministério Público do Trabalho as manifestações das duas partes no dissídio coletivo de greve dos bancários. Segundo o TRT, a Fenaban alegou em sua manifestação que o TRT-SP não é o foro para o julgamento do dissídio coletivo de greve, por envolver paralisação de funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e pediu que o processo seja remetido ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
As duas partes mantêm suas posições. A categoria reivindica reposição da inflação mais aumento real de 17,68%, participação nos lucros e resultados e mais R$ 1.200. A Federação Nacional dos Bancos oferece reajuste salarial de 8,5% mais R$ 30 para quem ganha salários até R$ 1.500 - o que implicaria em reajustes de até 12,77% e aumento real de 5,75%. Para os trabalhadores que ganham mais de R$ 1.500, o reajuste sugerido era de 8,5%.
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