Clubes de futebol têm 40 dias para propor solução das dívidas com INSS

Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 15h02

BRASÍLIA - Os clubes de futebol apresentarão ao Ministério da Previdência Social, em 40 dias, um estudo para solucionar suas dívidas, que já chegam a R$ 404 milhões. O compromisso foi firmado durante reunião na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, com dirigentes de clubes, federações, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), representantes da Previdência e o relator da subcomissão especial que trata da recuperação de créditos previdenciários, deputado Alexandre Cardoso (PSB/RJ).

O estudo deverá apontar as causas do endividamento dos clubes com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), possíveis mudanças na legislação e a forma de renegociar os débitos.O gerente de Segmento da Área de Futebol do INSS, Sérgio Falcão, revelou na reunião que a partir de 1993 a dívida se formou com a falta de repasse das constriuições descontadas dos salários dos empregados, pelos clubes e federações. “Isso é crime de apropriação indébita”, disse.

O gerente apresentou uma estimativa segundo a qual, como empresas, os clubes teriam que desembolsar quatro vezes mais em relação à contribuição atual. “A forma de pagamento, hoje, é muito benéfica para os clubes de futebol. Mesmo assim, eles não pagam”, afirmou. De acordo com Falcão, dos atuais R$ 404 milhões de dívidas, R$ 215 já são dívida ativa, “não há mais o que contestar”.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, contestou os dados apresentados por Falcão. “O clube que deixou de pagar é porque pagou um outro tipo de despesa. Há clubes que não devem nada, a coisa não é geral como se coloca”, afirmou. Para ele, “é preciso mudar grande parte da legislação da Previdência com os clubes de futebol”.

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